CNC admite dúvida quanto a capacidade de o varejo manter reação

    Em nota, entidade afirmou que o setor busca se equilibrar em meio as perdas pela crise sanitária e o aumento de combustíveis e energia elétrica

    O panorama econômico atual “lança dúvidas sobre a capacidade do varejo sustentar o ritmo de reação apenas com base na queda do isolamento social esperada para os próximos meses”. A avaliação é do presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), José Roberto Tadros. Em nota, a entidade reduziu a previsão para o crescimento do setor este ano. A estimativa passou de 4,9% para 4,6% no ano.

    A nova posição é causada pelos números da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, que apontou uma queda de 3,1% nas vendas em agosto. Tadros destaca que o resultado negativo coincide com a maior variação inflacionária em 20 anos considerando apenas os produtos “comercializáveis”. Para o executivo, o setor tenta se equilibrar na recuperação das perdas geradas pela crise sanitária e o aumento de custos de energia e combustíveis.

    As vendas em hiper e supermercados, principal ramo do comércio varejista brasileiro, acumularam três meses sem avanços reais (- 0,5% em junho, 0% em julho e – 0,9% em agosto).