‘Inflação do motorista’ é a maior em 21 anos

    Os combustíveis são o maior vilão, mas levantamento do Ibre considera preço do carro novo, peças, seguro, entre outros itens

    Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Publicas
    Foto: Site Carro de Garagem
    Foto: Site Carro de Garagem

    O aumento do preço dos combustíveis passou a consumir boa parte do orçamento dos brasileiros nos últimos meses. A alta também provocou uma enxurrada de reclamações de motoristas de aplicativo, que viram a renda do trabalho diminuir – as principais empresas do setor até anunciaram um aumento no repasse no valor da corrida para os trabalhadores.

    Com o preço da gasolina, do gás natural (GNV) e do etanol em alta, a inflação para o motorista no Brasil disparou e já chega a 18,46% no acumulado em 12 meses até outubro. O levantamento é do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). É a maior inflação para esse grupo desde 2000.

    Para calcular a ‘inflação do motorista’, o FGE Ibre considerou outros custos, além da variação do combustível. No cálculo, estão preço do automóvel novo e usado, gasto com peças e acessórios, seguro, entre outros.”A gasolina, o GNV (Gás Natural Veicular) e o etanol têm sido o principal vilão”, afirma Matheus Peçanha, pesquisador a autor do levantamento. Fonte:G1