Se Bolsonaro for mesmo para o PL, PP baiano vai respirar aliviado

    Para o partido é bom. Vai nos fortalecer lá e cá

    Diz-se em Brasília que está quase certo: o destino partidário do presidente Jair Bolsonaro será o PL, que na Bahia era aliado de Rui Costa, e rompeu ano passado quando decidiu apoiar Bruno Reis em Salvador.

    E como está sendo recebido pelos baianos? Fala o deputado Zé Rocha, um dos quatro federais do partido:

    — Para o partido é bom. Vai nos fortalecer lá e cá.

    O PP elegeu em 2018 os deputados federais Zé Rocha e Jonga Bacelar, mas José Carlos Araújo, o atual presidente, perdeu quando tentava o quinto mandato. Mas também ganhou a adesão de outros dois, Abílio Santana e Raimundo Costa, que se elegeram respectivamente pelos nanicos PHS e PRP, riscados do mapa pela cláusula de barreira. Todos eles já são bolsonaristas.

    Fala Leão

    Zé Rocha diz também que isso cria a expectativa da chegada de bolsonaristas que estão em outras legendas, como o federal Alex Santana, que está no PDT, mas é evangélico da Assembleia de Deus, e mesmo os estaduais Capitão Alden e Talita Oliveira, ambos no PSL, o partido pelo qual Bolsonaro se elegeu em 2018, só esperando uma brecha para sair.

    Eduardo Bolsonaro, filho do presidente e deputado federal, diz que no PL ‘facilita a formação de panques estaduais’. No PP, ele enfrentava resistências, inclusive dos baianos liderados por João Leão, que lá de Portugal, mandou o recado sobre a ida de Bolsonaro para o PL:

    — Espero que ele siga em frente e boa viagem.