Festival de Jazz no Capão terá quatro workshops gratuitos e online transmitidos pelo YouTube

    Shows gratuitos serão transmitidos entre os dias 12 e 14 de novembro, pelas redes e pela emissora TVE

    Foto: Divulgação/Assessoria

    Entre esta terça (9) e quarta-feira (10), o Festival de Jazz do Capão (FJC) vai oferecer ao público quatro workshops ao vivo que serão exibidos pelo Canal do YouTube do evento. Interessados em participar basta se inscrever no canal e ativar as notificações para receber os alertas.

    A programação do FJC será de três dias com shows, homenagens e participações afetivas. Os shows gratuitos serão transmitidos de 12 a 14 de novembro (sexta a domingo), às 20h, no canal do FJC no YouTube e, pela primeira vez, será transmitido na TVE, emissora pública da Bahia, para mais de 10 milhões de baianos nos 27 Territórios de Identidade.

    No dia 09 de novembro (terça-feira), das 14h às 16h, será realizada a “Oficina de Prática de conjunto, improvisação e ritmos brasileiros com Ivan Sacerdote e Felipe Guedes”; das 16h30 às 18h30, workshop de “Percepção, Improvisação, Composição”, com Lea Freire (Quartinas).

    “A ideia do workshop é conversar sobre percepção, composição, improvisação, medos e preconceitos, projeto de carreira, aspiração entre outros assuntos, o público pode ficar à vontade para fazer questionamentos”, afirma Lea Freire

    No dia 10 de novembro (quarta-feira), das 14h às 16h, será realizado o workshop “A Liberdade no Piano e Voz”, com Salomão Soares e Vanessa Moreno; e das 16h30 às 18h30, o workshop “Composições do disco Bacia do Cobre” com Marcelo Galter.

    A proposta do workshop com Marcelo Galter é um bate papo sobre seu primeiro álbum, “Bacia do Cobre”, lançado em 2021 pela gravadora Rocinante e seu processo criativo. “Um bate-papo sobre como surgiu o desejo de compor músicas para uma formação “incomum” no universo da música instrumental, que substitui a bateria do trio clássico de jazz por duas percussões.

    “A ideia é abrir para o público desafios e inspirações para compor músicas para piano em conexão com esta formação, tomando como base os estilos desses dois instrumentistas (Luizinho do Jeje e Reinaldo Boaventura), e do contrabaixo de Ldson Galter, que trazem essas referências da cultura musical afro-baiana”, destaca Galter. Em um formato de conversa e demonstrações musicais, Marcelo Galter convidará Ldson Galter para apresentarem em duo um pouco desse universo musical e criativo ao público.

    Pela quinta vez, desde 2015, o projeto conta com apoio financeiro do Governo do Estado. O recurso é viabilizado através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia. O evento tem ainda o patrocínio cultural da Paulo Coelho and Christina Oiticica Foundation. A realização é da Cambuí Produções.

    “Vale destacar a parceria com o Governo da Bahia, por meio do Edital de Eventos Calendarizados do Fundo de Cultura, garantindo a continuidade do Festival de Jazz na edição deste ano e já do ano que vem, em 2022. E essa parceria este ano amplia ainda mais com a transmissão da TVE, emissora pública vinculada ao Governo do Estado. Em tempos tão difíceis para a cultura nacional, ter a Bahia como uma ilha cultural é muito importante para a produção local”, ressalta o produtor executivo do Festival de Jazz do Capão, Tiago Tao.

    Workshops

    Ivan Sacerdote e Felipe Guedes

    09/11 (terça-feira), das 14h às 16h – “Oficina de Prática de conjunto, improvisação e ritmos brasileiros”. Link.

    Os músicos são figuras atuantes na cena musical soteropolitana e prometem apresentar o resultado dessas vivências. Choro, Bossa, Baião, Samba-Reggae, Ijexá e Samba-Chula são alguns dos inúmeros estilos musicais que podemos encontrar no Brasil. Partindo dessa diversidade, os instrumentistas terão como plano de fundo o Jazz, a canção brasileira e o universo das rodas de choro para explorar os caminhos da improvisação.

    Felipe Guedes é filho do bairro do Gantois em Salvador, produtor, arranjador e multinstrumentista. Nascido no berço do ouro negro da música baiana, foi premiado três vezes no Festival de Música Educadora FM com músicas Ilú minado (2014), Ifé (2018) e Suite do Chula mov. III (2020).

    Participou, em 2017 do Ethno Germany (Alemanha), em 2019 da turnê “Photo Music Band” (França) de Albert Magister. Atua como arranjador, produtor e instrumentistas em discos de diversos artistas, com destaque para participação no disco “Obatalá – Uma Homenagem a Mãe Carmen”, em faixas com Lazzo Matumbi e Daniela Mercury. Integrou o show “Caetano Autoral” com Caetano Veloso e Ivan Sacerdote.

    Ivan Sacerdote é clarinetista, compositor e educador, além de uma figura marcante da música brasileira. Dono de um toque plural e interpretações firmes, o músico possui bacharelado e mestrado em clarinete pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Na música de concerto, já se apresentou como em orquestras sinfônicas. No universo da música popular, sua grande contribuição é visível nos trabalhos que já produziu. Rosa Passos, Hermeto Pascoal, Paulinho da Viola, Seu Jorge, Roberto Mendes. Esses são alguns dos artistas com que Ivan teve a oportunidade de dividir palcos e colaborar ativamente.

    Foi vencedor do 17º Festival de música Educadora FM (melhor composição instrumental) em 2019. Seu primeiro disco como solista (Caetano veloso & Ivan Sacerdote) foi muito elogiado pela riqueza dos seus improvisos e arranjos. Indicado ao Grammy Latino de 2020, o disco insere Ivan Sacerdote na obra de Caetano Veloso, propondo um diálogo franco e intenso. Um clarinetista brasileiro que canta a Bahia, esse é Ivan.

    Léa Freire (Quartinas)

    09/11 (terça-feira), das 16h30 às 18h30 – “Percepção, Improvisação, Composição”. Link.

    Léa Freire adotou a flauta como seu instrumento, onde é autodidata e criou sua marca musical. Cantou 15 anos em coral, ao mesmo tempo em que se interessava pelo jazz, que a levou para a bossa nova, que a chamou para o choro e que lhe mostrou o caminho para os inúmeros ritmos brasileiros.

    A flautista, pianista, compositora e arranjadora é reconhecida pela versatilidade que lhe permite transitar por variados ritmos musicais. Léa se mantém na ativa em diversos projetos musicais, educacionais, como arranjadora e em parcerias com outros nomes da cena instrumental brasileira e internacional.

    Criou a Maritaca Discos, gravadora que há mais de 20 anos dedica-se a promover o rico cenário instrumental brasileiro, com mais de 50 álbuns lançados no catálogo. Ao lado da nata da música brasileira, tornou-se flautista improvisadora e celebrada compositora – suas parcerias com Joyce Moreno foram lançadas no Brasil, Japão, Alemanha e Inglaterra. Lançou seu primeiro disco, Ninhal, em 1997, quando também inaugurou a gravadora Maritaca, então vários outros discos vieram na sequência.

    Seu trabalho de arranjadora e orquestradora continua, com concertos com o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo e concertos com orquestras no Brasil e no exterior. Viaja constantemente pelo Brasil realizando oficinas, residências artísticas e participando de festivais de música.