Bruno Reis: usuário de ônibus já paga valor muito elevado por serviço de qualidade ruim

    Prefeito voltou a cobrar que o governo de Jair Bolsonaro adote medidas para evitar que possível reajuste em 2022 provoque manifestações como as de 2013

    Foto: Leilane Teixeira/bahia.ba

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), voltou criticar o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) por falta de mobilização para resolver o rombo na área do transporte público, que segundo pesquisa da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbanos) já soma R$ 21,37 bilhões no Brasil e pode fazer com que a tarifa de ônibus dobre de preço em 2022.

    Em coletiva à imprensa nesta quinta-feira (11), durante lançamento do Planejamento Estratégico 2021-2024 para a capital baiana, Bruno disse que não pode repassar para a população os reajustes no preço do diesel, por exemplo, pois o usuário já paga um valor “muito elevado” por um “serviço de qualidade ruim”.

    “Em alguns lugares estimam aumento de quase 50% para o ano que vem, imagine. Não há a mínima possibilidade de transferir para o usuário que paga pelo serviço de qualidade ruim já um valor muito elevado. Esperamos que o governo federal, que as autoridades desse país olhem com atenção com esse assunto”, declarou o prefeito.

    Segundo ele, a preocupação é para que não ocorra em 2022, quando começam as revisões tarifárias previstas em contrato, o mesmo que ocorreu em 2013, com a greve geral ‘dos 20 centavos. ”

    “As manifestações que pararam o Brasil por conta do aumento do transporte público. [O problema no transporte público] é um dos maiores desafios colocados, não só sobre a mesa do prefeito Bruno Reis, mas dos prefeitos das médias e grandes cidades do país”, disse.

    O prefeito destacou ainda que, dentro do panejamento anunciado nesta quinta, há um eixo específico, chamado de Capital da Mobilidade, com conjunto de ações e obras para melhorar a questão da mobilidade e de renovação da frota de ônibus.

    “Estamos batalhando a busca de subsídio para o transporte público. Em 2020 chegou a ser aprovado um projeto, que foi vetado pelo governo federal, que previa ajuda para as Prefeituras. Esse dinheiro ainda não chegou. Salvador ia receber algo em torno de R$ 84 milhões. Para o ano que vem, em especial, precisamos de apoio. Não podemos passar o aumento dos insumos para a tarifa. O cidadão já não aguenta mais pagar por um serviço que não é de boa qualidade e tem valor elevado”, reforçou.