Documentos contradizem depoimento de Bolsonaro sobre comando da PF em Pernambuco

    Presidente da República justificou troca alegando baixa produtividade, mas dados mostram o contrário

    Foto: Divulgação / PR

    Ao depor na Polícia Federal sobre interferência na diretoria do órgão, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) alegou que pediu a troca de comando da superintendência em Pernambuco por causa da baixa produtividade.

    Contudo, dados da PF contradizem sua justificativa. Em 2020, as operações contra desvio de dinheiro público no estado aumentaram 91% em relação a 2019, e 283% se comparado com 2018.

    Na corporação, Bolsonaro pretendia tirar Carla Patrícia Barros da Cunha, que assumiu o cargo em dezembro de 2019 e ficou até junho de 2021, segundo informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

    Ainda na gestão da delegada, a PF pernambucana deflagrou uma operação contra desvios na Prefeitura de Petrolina, comandada por Miguel Coelho (DEM), filho de Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo no Senado, e investigou o próprio senador em um caso derivado da operação Lava Jato.