Bahia lidera produção de energia eólica na trilha do Mapa dos Ventos de Leão

    "A Bahia é líder nacional, com 31% da produção. Estamos a caminho da liderança absoluta"

    Foto: Divulgação / Camila Souza / GOVBA
    Foto: Divulgação / Camila Souza / GOVBA

     

    Dados do governo federal revelam: em 2019, o Brasil importou US$ 16,7 milhões em placas solares. Ano passado, foram US$ 196,7 milhões, mais de mil por cento a mais. E ano que vem vai quintuplicar. O governo zerou o imposto de importação, e a Caixa financia a compra. Virou política oficial.

    Quem surfa no topo da onda da vez, a política de energias renováveis, é João Leão, vice-governador e secretário do Planejamento. A Bahia tomou a ponta: são 205 parques de energia eólica em operação, outros 137 em construção; e de energia fotovoltaica, a solar, 34 parques instalados, 134 outros em construção, mais de R$ 150 bilhões na fogueira, mais de 80 mil empregos.

    A gênese

    E tudo isso em 11 anos. Leão conta que começou em 2009, quando ele ficou pouco mais de um ano como secretário da Infraestrutura de Jaques Wagner. Passou no povoado de Mocambo do Vento, entre Barra e Pilão Arcado. Uma única casa estava toda iluminada. O dono montou uma torre de estaca, um ventilador velho de cinema e um motor de Chevrolet Brasil.

    Chamou Silvano Hagno, diretor de Energia da Seinfra, que chamou Leone Peter Andrade. E produziu-se o mapa dos ventos e da incidência solar na Bahia, estudo único no Brasil.

    — Desde muito já sabíamos que a energia renovável era a aposta do futuro e que esse jogo nos cabe. A Bahia é líder nacional, com 31% da produção. Estamos a caminho da liderança absoluta.

    Os melhores pontos de vento e sol

    Claro que placa solar vai gerar energia em qualquer lugar. No sertão, ao longo do Vale do São Francisco, a incidência de sol é de dois mil milímetros, mas no litoral, por causa da umidade do ar, desaba para 600. Em vento, o filé é a área de Morro de Chapéu. O Mapa dos Ventos, elaborado pela Seinfra/Senai-Cimatec, segundo João Leão, estudo único no Brasil, estabelece na escala de incidência em vermelho, a maior, azul e amarelo.

    Em Pilão Arcado, Remaso, Casa Nova e Irecê o vermelho pontua bem. Foi a partir daí que abriu-se o edital Caminho dos Ventos. Em 2011 nasceu o primeiro filho da eólica. A Souviter se instalou em Tabocas do Brejo Velho. Em 2013, a Engevix na solar, em Brotas de Macaúbas. E segundo Leão, mais de 80% da área está disponível.