Motos no trânsito: um número de mortos e sequelados que aterroriza

    De 2008 a 2019, o Brasil teve 3,5 milhões de vítimas de acidentes de moto. Do total, 200 mil morreram; 800 mil têm alguma sequela; e 2,5 milhões têm sequelas definitivas, vivem na cama

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

     

    Sábado último foi o Dia Mundial das Vítimas de Acidentes de Trânsito, ou o terceiro domingo de novemebro, conforme decisão da ONU de 2005 que instituiu a agenda e em Salvador. Nas cercanias do restaurante do Dique do Tororó, houve ato de lançamento da pedra fundamental do momumento em memória das vítimas.

    O baiano Mário Conceição, presidente da Federação Nacional dos Detrans (Fenastran), foi quem puxou o time de autoridades de trânsito, que conta também com o médico Armênio Santos, de Conquista. Todos para chamar a atenção para um fato: o número de vítimas de acidentes com motos é um escândalo nacional.

    Estatística é o espelho da realidade pulverizada, e resulta que, de 2008 a 2019, o Brasil teve 3,5 milhões de vítimas de acidentes de moto. Do total, 200 mil morreram; 800 mil têm alguma sequela; e 2,5 milhões têm sequelas definitivas, vivem na cama.

    Educação

    Mário Conceição diz que é um cenário assombroso. E a sociedade deveria dar mais atenção a isso. É por aí que a Fenastran está lançando o trabalho ‘Guerra ao Trânsito: que cegueira é essa?’

    — A educação no trânsito deveria começar no infantil e permanecer até a universidade.

    Acidentes de automóvel no mesmo período foram 60 mil, mas é mais. Elas só contam os que morrem no ato. Mário diz que teve boa vontade da Conder, que cedeu o espaço do monumento, e da Desal, que vai fazer a obra:

    — Quero e vamos inaugurar em 29 de março (de 2022), o aniversário de Salvador.