IPCA sobe quase 1% em novembro, revela o IBGE

    Nos 11 meses de 2021 já encerrados, indicador oficial acumula alta de 9,26%; gasolina subiu 50,78% no intervalo de 12 meses

    Foto: Reprodução/ Twitter

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,95% em novembro. Nos 11 meses do ano já encerrados, o índice oficial de inflação variou 9,26%. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 10,74%. Os dados foram anunciados nesta sexta-feira (10), pelo IBGE. De acordo com o instituto, a variação acumulada em 12 meses é a maior desde novembro de 2003 (11,02%). Em novembro de 2020, a variação mensal foi de 0,89%.

    No mês passado, sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IPCA/IBGE subiram de preço. A maior variação (3,35%) e o maior impacto (0,72 ponto percentual) vieram dos Transportes. A contribuição desse grupo, individualmente, correspondeu a cerca de 76% do índice do mês. O segundo maior impacto (0,17 ponto percentual) foi da Habitação (1,03%), cujo resultado ficou próximo ao do mês anterior (1,04%).

    Segundo o IBGE, o grupo Transportes (3,35%) foi influenciado, principalmente, pela gasolina (7,38%), maior impacto individual no mês (0,46 ponto percentual). Este combustível registra a variação de 50,78% no intervalo de 12 meses encerrados em novembro. Também ocorreram elevações nos preços do álcool (10,53%), do óleo diesel (7,48%) e do gás veicular (4,30%). Ainda em Transportes, destacam-se as altas em automóveis novos (2,36%) e usados (2,38%).

    Em Habitação (1,03%), a maior contribuição (0,06 ponto percentual) mais uma vez ficou por conta da energia elétrica (1,24%). Desde setembro, permanece em vigor a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Mas houve também muita variação regional. Em Belém (PA), houve recuo no preço de 1,92% por causa da redução no PIS/Cofins. Já em Goiânia houve reajuste de 16,37% nas tarifas a partir de 22 de outubro.