Médica desabafa e aponta desrespeito da organização do Revalida: ‘É uma piada’

    Thamyres Souza Areia criticou aplicação de prova de madrugada e mencionou violação de direitos

    Foto: Reprodução / Instagram

    Formada fora do país, a médica Thamyres Souza Areia fez um relato emocionado nas redes sociais após realizar o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida), que este ano contou com atrasos e problemas que impediram candidatos de concluir a prova.

    “Primeiramente, eu gostaria de começar com uma pergunta. Você que é médico, você que formou no Brasil, não interessa. Você se submeteria fazer uma prova às 3h da manhã depois de ter ficado trancado por mais de 6h em um ambiente cheio, quente e que a gente ainda tem uma pandemia acontecendo?”, questionou a médica, que fez a prova em Belo Horizonte, em Minas Gerais.

    “Nem no Brasil e nem em qualquer outro lugar do mundo, ninguém. Humanamente, ninguém se submete a isso. Mas, adivinhe, o médico que forma fora do Brasil é tratado de forma diferente. É diferente nível lixo”, lamentou Thamyres, que disse se sentir “completamente violada” por causa da falta de organização do Revalida.

    “Eu me pergunto onde estão os organizadores dessa suposta prova. Me diz em que planeta eles acham que isso mede o conhecimento de alguém. É realmente por causa da qualidade do curso de medicina? Isso é uma piada!”, declarou a médica, acrescentando que os candidatos participam da seleção esperando serem avaliados pelo conhecimento técnico, mas são feitos de “otário e de palhaço”.

    Dentre as críticas feitas por Thamyres estão exigências do edital que não são observadas no momento do exame, a exemplo do uso da máscara N95. Ela conta que os concorrentes são obrigados a tirar esse objeto de proteção e usar uma máscara cirúrgica. Além disso, a médica diz que os candidatos têm que chegar às 16h, mas são divididos aleatoriamente e não têm tratamento igual. “O último grupo é sempre prejudicado. Cara, me dói pensar que tem gente fazendo prova agora [de madrugada]…”, disse ela.

    Também na publicação, a médica deixou um questionamento para o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela organização do Revalida. “Por que médicos que se formam no exterior têm que ser submetidos a esse descaso e desrespeito?”, perguntou.

     

    Veja o relato: