Ex-CEO diz que saiu da Companhia Aérea Itapemirim por falta de aporte na empresa

    Segundo Tiago Senna, previsão de recursos originários de um fundo dos Emirados Árabes Unidos não foi efetivada

    divulgação/Itapemirim

    Contratado para ser o CEO da Itapemirim Linhas Aéreas, Tiago Senna relatou à coluna Radar Econômico, da revista Veja, que abriu mão do cargo antes mesmo do primeiro voo da nova companhia devido a frustração de uma aporte previsto para viabilizar o novo negócio. De acordo com o executivo, o dono do grupo, Sidnei Piva, prometia uma injeção de R$ 2,1 bilhões por meio de um fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos. “A não entrada do investidor foi fator preponderante de minha negativa em assumir a empresa, sendo esse o motivo de eu não continuar como CEO da aérea”, disse Senna.

    Sem estes recursos, a Ita começou a voar no final de junho, suspendendo as operações no dia 17 deste mês  – com menos de seis meses de operação -, cancelando mais de 500 viagens que tinha agendado até a virada do ano. A alteração na direção da companhia ocorreu em maio. Senna foi substituído por Adalberto Bogsan no cargo de vice-presidente de novos negócios do grupo.

    A Companhia Área Itapemirim integra um grupo iniciado no transporte rodoviário. A Viação Itapemirim encontra-se em recuperação judicial. Em nota enviada ao UOL, a Itapemirim alegou que estava negociando individualmente com cada um de seus credores. Quanto ao atraso nos pagamentos de funcionários, a empresa disse que passou por uma dificuldade pontual.