Prejuízo das enchentes é incomensurável. R$ 80 milhões para estradas é merreca

    Mas João Roma diz pra todo mundo ficar tranquilo: "Será liberado o que for necessário. Isso é a apenas um primeiro momento"

    Foto: Camila Souza/GOVBA
    Foto: Camila Souza/GOVBA

     

    Claro que o bem maior é a vida, e os 21 mortos na tempestade que desabou do Natal para cá são os que perderam o principal, mas no conjunto dos males menores, o prejuízo é incomensurável, com o detalhe de que além das vidas, muitas vão ficar perdidas.

    Após o sobrevoo de ontem nas áreas atingidas, os ministros João Roma (Cidadania), Marcelo Queiroga (Saúde) e Damares Alves (Mulher) deram coletiva em Itabuna ao lado de Rui Costa e Jaques Wagner, o senador.

    No pacote de ajuda anunciado, R$ 200 milhões para recuperar as estradas prejudicadas, dinheiro que, rateado entre Minas, Goiás e Amazonas, dá R$ 80 milhões para o Nordeste. Só isso? A chiada foi dada pelo próprio Rui.

    — R$ 80 milhões não dá nem para a Bahia.

    Sem nada

    João Roma fez questão de replicar:

    — Será liberado o que for necessário. Isso é a apenas um primeiro momento.

    Só nas BRs, estradas federais, houve 10 interdições, entre pontes derrubadas e paredões desmoronados. Tem mais estradas estaduais, vicinais, ruas destroçadas, sem falar nos imensos prejuízos pessoais que as mais de 30 mil famílias de desabrigados tomaram.

    Zé Cocá (PP), presidente da UPB e prefeito de Jequié, um dos municípios castigados pela chuva, pediu aos ministérios da Cidadania e Desenvolvimento Regional a abertura excepcional do Programa Proponente Específico para Gestão de Risco e Respostas a Desastres.

    É um pedido de socorro. A questão é saber se o que Roma disse vai valer mesmo.