Por reajuste salarial, servidores federais aprovam paralisações em janeiro

    Decisão sobre uma possível greve geral de todas as categorias ficou para fevereiro

    Foto: Celso/ leitor | bahia.ba

    Está programada para o dia 18 de janeiro de 2022, a primeira paralisação dos servidores públicos federais em protesto pelo reajuste salarial. A mobilização faz parte do calendário divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate).

    A entidade que formulou a agenda representa cerca de 200 mil servidores públicos. Para as primeiras duas semanas de janeiro, o Fonacate prevê entregas de cargos comissionados “e manifestações diversas do funcionalismo”.

    A decisão sobre uma possível greve geral de todas as categorias ficou para fevereiro.

    Na semana passada, o Congresso Nacional aprovou o Orçamento da União 2022 prevendo R$ 1,7 bilhão para reajuste dos salários de policiais federais. A reserva poderá beneficiar servidores da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Federal (PF) e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). A notícia incomodou as demais carreiras do funcionalismo federal.

    Por esse motivo, funcionários da Receita Federal já estão realizando o movimento paredista. O Sindicato Nacional dos Auditores da Receita (Sindifisco) estima que 738 servidores em postos de chefia já abriram mão de cargos comissionados, o que representaria 93% dos chefes de unidades do país, de acordo com a entidade. A classe protesta contra os cortes no orçamento da Receita.

    Subordinados ao Ministério da Agricultura, auditores federais agropecuários adotaram a operação-padrão na última segunda-feira (27). A categoria é responsável por inspecionar produtos agropecuários, como alimentos, em portos e aeroportos, e reivindica correção salarial e realização de concurso público para reposição do quadro de servidores.