Bruno atribui à União burocracia na vacinação infantil e pede aval do MP para atuar

    Citando autorização de responsáveis para vacinar crianças, prefeito lembra que pode responder criminalmente por descumprir exigências do governo

    Foto: Reprodução / Zoom

    Irritado ao ser questionado sobre a exigência da apresentação de documento que atesta autorização dos pais para a vacinação infantil em Salvador, o prefeito Bruno Reis criticou a medida, atribuiu à União a responsabilidade pela imposição, apontou a necessidade de mais apoio de outras esferas governamentais e falou de limitações legais envolvendo o caso.

    “Exigência de uma declaração que não foi o prefeito que inventou. […] Eu sou contra isso, porque nós aqui da prefeitura, que temos menor poder de decisão e mais atribuições, porque, sincero e honestamente, as vacinas chegam no aeroporto e quem vai buscar é a prefeitura”, declarou o gestor municipal, nesta quinta-feira (27), criticando ainda a sobrecarga da prefeitura na pandemia.

    “Nós estamos desde 19 de janeiro de 2021, há mais de um ano, com 1800 profissionais trabalhando praticamente de domingo a domingo. A prefeitura pagando essa conta sozinha sem R$ 1 de ajuda do governo do estado ou do governo federal, que fica lá só tomando as decisões”, afirmou Bruno Reis, citando ainda a Comissão Intergestores Bipartite da Bahia (CIB) e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

    “Então, se alguém tem culpa são eles, que ficam estabelecendo burocracia, exigências pra gente cumprir. E aí, se o prefeito não cumprir, sabe quem é responsabilizado? Sou eu, na pessoa física, e eu sou um cidadão como todos vocês”, argumentou o prefeito de Salvador. “Tá aqui, quer tirar a exigência de declaração dos pais para vacinar os filhos? Quer tirar os 20 minutos de espera que não faz sentido nenhum? É só o Ministério Público me mandar um papel: ‘Prefeito, a nossa orientação é que você retire essa exigência’. Que aí eu pego esse papel, boto embaixo do meu colchão e se amanhã ou depois, quando tudo isso passar, alguém vier me responsabilizar criminalmente eu tenho aqui esse papel pra me defender”, garantiu.