Novonor e Petrobras adiam venda de ações preferenciais da Braskem

    Potenciais compradores queriam pagar R$ 40 por ação, valor considerado insatisfatório pelas atuais controladoras da petroquímica

    Foto: Braskem/divulgação

    A oferta secundária de ações preferenciais da Braskem está suspensa. A decisão foi anunciada pelas duas principais controladoras da empresa petroquímica, Novonor (ex-Odebrecht) e Petrobras, na noite de quinta-feira (27). Nesta data seria definido o valor da ação na transação. Petrobras e Novonor pretendem se desfazer de todas as 155 milhões de ações preferenciais que possuem.

    Entre os investidores, a demanda maior era de R$ 40 por ação. O valor foi considerado insatisfatório pelas companhias compradoras, que esperam arrecadar cerca de R$ 8 bilhões com a transação. Na bolsa de valores B3, os papeis da petroquímica fecharam a quinta-feira (27) cotados a R$ 46,51. Houve recuo de 3% frente a quarta-feira (26), em uma sessão na qual o Ibovespa subiu 1,19%.

    A revista Exame avalia que os investidores leram mal a intenção de Petrobras, Novonor e bancos credores em realizar logo o negócios. Apostaram que, com isso, haveria desconto significativo, o que na realidade não aconteceu. Mas a disposiçao para a venda dos papeis permanece, assim como a inclusão da Braskem no Novo Mercado. A tendência é que o processo seja mas longo, buscando novos investidores, como fundos estrangeiros. Fontes: Exame e O Globo