Oposição não participará presencialmente de sessão de reabertura dos trabalhos na Alba

    Oposicionistas argumentam a decisão foi tomada pelo "desrespeito do governador Rui Costa (PT) ao Legislativo estadual"

    Foto: Divulgação / Alba

    A bancada de oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) decidiu, após reunião nesta segunda-feira (31), não participar presencialmente da sessão de reabertura dos trabalhos no Parlamento baiano, que ocorrerá nesta terça-feira (1º). Os oposicionistas argumentam que a medida é justificada pelo desrespeito do governador Rui Costa (PT) ao Legislativo estadual, além do descumprimento de promessas repetidas pelo petista ao longo dos anos.

    “Conversamos com os deputados de nossa bancada e decidimos não participar presencialmente da sessão. Iremos acompanhar de forma online. O governador Rui Costa, ao longo dos anos, vem desrespeitando o Parlamento ao não cumprir o direito constitucional de pagamento das emendas impositivas, principalmente para os deputados da oposição. O governador trata a Alba como uma secretaria”, afirma o deputado Sandro Régis (Democratas), líder da bancada.

    Ainda de acordo com Régis, o governador não permite o diálogo em torno de propostas enviadas pelo Executivo para serem analisadas e votadas pela Casa. “O que vemos, muitas vezes, são projetos que não contêm informações mínimas e, quando a oposição pede esclarecimentos nunca é atendida. Uma prova disso são os vários pedidos de operação de crédito, em que o governador não explica nem para onde os recursos serão aplicados”, pontua.

    Régis também destaca que, segundo ele, o governador não cumpre as promessas que costuma fazer nas mensagens ao Legislativo na reabertura dos trabalhos. “Todos os anos o que vemos são palavras muito bonitas, mas que ficam só no papel. Uma prova disso é a educação, que o governador diz ser prioridade, mas, quando vamos olhar a realidade, nosso estado tem o pior ensino médio do Brasil, além do fechamento de escolas e dos problemas de infraestrutura nas unidades de ensino. Sem falar na segurança pública, em que a Bahia lidera o ranking de homicídios. Não pode ficar só na propaganda”, criticou.