CNM: aulas presenciais ainda não retornaram em 73% das cidades brasileiras

    Motivos da cautela são o medo causado pela variante Ômicron e expectativa por maior cobertura vacinal infantil

    Foto: Prefeitura de Feira de Santana

    Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), divulgado nesta sexta-feira (4), indica que as aulas presenciais na rede pública ainda não retornaram em 73,7% das cidades brasileiras.

    O medo causado pela variante Ômicron e a expectativa por coberturas maiores da vacinação infantil são os motivos pela cautela no retorno, aponta o estudo. Os dados foram compilados entre 31 de janeiro e 3 de fevereiro, a partir da resposta de 1,8 mil prefeituras.

    O documento também mostra que uma em cada dez cidades brasileiras ainda não tem nenhuma previsão de retorno das aulas presenciais, em função da expectativa sobre o cenário epidemiológico da região.

    Com o intuito de acelerar o retorno presencial, a pesquisa da CNM mostra que 96% das cidades já começaram a vacinar as crianças de 5 a 11 anos. No entanto, quase 20% dos municípios estão com escassez de imunizantes.

    Sobre a obrigatoriedade da imunização para a realização da matrícula do aluno na rede municipal, 21% das prefeituras afirmam que vão cobrar o passaporte da vacina. Já 26,6% disseram que não vão obrigar a comprovação, enquanto 51% das cidades brasileiras ainda analisam a possibilidade.

    Apesar da preocupação com a Covid-19, a Associação Brasileira de Educação Infantil (Asbrel) emitiu uma nota destacando a importância do retorno às aulas. Segundo o comunicado, a privação do contato presencial é ‘muito’ prejudicial para as crianças mais jovens.