Secretário de Educação critica protestos na rede municipal: ‘Pessoas execráveis’

    "É uma fake news. Em nenhum momento se pensou em mudar o currículo", explicou

    Foto: Eduardo Dias/bahia.ba

    Após um grupo de profissionais da educação cobrarem à prefeitura o fechamento de 44 escolas que atendiam através da EJA (Educação de Jovens e Adultos), e a APLB-BA (Associação dos Professores Licenciados do Brasil) criticar a possível retirada de profissionais de Educação Física, Língua Estrangeira e Artes das turmas do 1º e 2º ano do ensino fundamental, o secretário municipal de Educação, Marcelo Oliveira, se manifestou na manhã desta segunda-feira (7) sobre os protestos.

    Em contato com a imprensa, durante a inauguração do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Nossa Luta, em Pernambués, o gestor da pasta afirmou que as manifestações são realizadas por um grupo “execrável” de pessoas que “não querem o bem da educação”.

    “Os protestos tem como causa medidas que nós tomamos de otimização da rede. Nós precisamos otimizar a rede para que não falte professor em sala de aula e para que as crianças tenham aula todos os dias. Essas medidas as vezes, embora não traga prejuízos, só melhorias, pode causar algum desconforto à, principalmente, aquelas pessoas que não querem o bem da educação. Essas pessoas, que são execráveis, elas realmente usam dessas medidas que estamos tomando, cujo propósito é melhorar, e dão uma conotação diferente, inclusive compartilhando notícias falsas”, disse o secretário.

    Durante a conversa, o gestor aproveitou para explicar a situação envolvendo os profissionais de Educação Física, Língua Estrangeira e Artes.

    “Disseram que nós mudamos o currículo tirando as disciplinas de artes, educação física e inglês. Isso não é verdade. É uma fake news. Em nenhum momento se pensou em mudar o currículo. O currículo é baseado na lei da base nacional curricular e não pode ser mudado. O que nós estamos propondo é que os professores de artes e educação física, que tem uma carência na rede, possam dar aula nos anos mais avançados, enquanto que naqueles anos iniciais, primeiro e segundo ano, de crianças de 6 e 7 anos, possa ser atendido pelo professor pedagogo, que assumiria essa parte da artes e recreação”, explicou Marcelo.