Após novo adiamento, Bruno prevê reabertura do Memorial das Baianas em março

    Equipamento cultural passa por requalificação e estava previsto para ser entregue em dezembro de 2021

    Foto: Abam

    Programada originalmente para acontecer no fim de dezembro de 2021 e prorrogada para este mês, a reabertura do Memorial das Baianas, localizado na Praça da Sé, no Centro Histórico de Salvador, foi adiada novamente. “Não vai ficar pronto [em fevereiro]. Provavelmente [a reabertura vai ocorrer] no mês de março”, declarou o prefeito Bruno Reis (UB) ao bahia.ba, nesta sexta-feira (18).

    “Estive com Rita [Rita Santos], presidente da associação das baianas, durante essa semana e ela apresentou uma série de outras demandas que não estavam no projeto, inclusive, a recuperação total dos banheiros e do sistema de ar condicionado”, explicou o gestor municipal, acrescentando que a prefeitura está resolvendo as novas pendências. “Espero aí no final do mês de março estar entregando esse importante equipamento para nossa cidade”, concluiu.

    A assinatura da ordem de serviço para a recuperação do museu foi realizada em agosto de 2021, por Bruno Reis, após um imbróglio burocrático para a liberação de orçamento federal de cerca de R$ 450 mil, via emenda parlamentar do deputado Márcio Marinho (Republicanos).
    RECUPERAÇÃO
    Elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), o projeto de recuperação prevê intervenções na cobertura do imóvel, complementação em laje pré-moldada,melhorias no revestimento das paredes, no piso e nos forros, além de pintura, instalação de esquadrias de madeira, metálica e vidro.

    Antes das intervenções, o Memorial das Baianas estava muito comprometido, com danos causados por constantes invasões e roubos, além da degradação com sucessivos alagamentos. Fechado desde março de 2020, com a pandemia, o processo de deterioração acelerou ainda mais.
    MEMORIAL DAS BAIANAS
    Inaugurado em 2009, o museu tem como objetivo preservar a tradição e a história das baianas do acarajé, ofício registrado em 2005 como patrimônio cultural brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).