Após saída da Uber Eats, disputa entre iFood e Rappi preocupa restaurantes

    Consumidores e donos de restaurantes temem aumento das taxas cobradas

    Foto: Divulgação Uber

    O mercado do serviço de delivery de restaurantes ficou agitado com o anúncio da saída da Uber Eats do Brasil. A empresa, que divulgou que encerrará a operação em 7 de março, era a segunda colocada no mercado, entre o iFood e a Rappi.

    Em meio à briga entre as empresas, o receio de consumidores e donos de restaurantes agora é que a saída da Uber Eats da modalidade resulte em aumento das taxas cobradas.

    Em Minas Gerais, donos de restaurantes foram notificados pela Rappi, via e-mail, informando aumento de até 35% na taxa cobrada pelo aplicativo, cerca de dez dias após o anúncio da saída da Uber.

    Procurada pela Folha de S. Paulo, a Rappi não se manifestou.

    A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) afirmou que tem recebido reclamações de clientes sobre o aumento de taxas de aplicativos. Os valores são negociados em contrato direto com os restaurantes e as empresas, e por isso podem variar de acordo com a região, a empresa e a parceria estabelecida.

    A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) também afirmou que “tem registrado um aumento de reclamações por parte de seus associados em relação às taxas praticadas por aplicativos de delivery”.

    A entidade diz que é contrária ao aumento nas cobranças, especialmente no momento atual, em que os estabelecimentos ainda se recuperam da queda na receita causada pela pandemia e passaram a utilizar o delivery como um dos principais canais de vendas.

    Segundo o iFood, não houve reajuste feito pela empresa nas taxas de entrega e de serviços aos restaurantes após o anúncio da Uber. Em nota, a empresa ressalta que o restaurante parceiro “pode optar por utilizar sua frota própria, definindo assim o valor da entrega ao cliente”.