E muito ao seu jeito, Wagner vai pavimentando o caminho de Otto

    A questão agora é pacificar o PT, fazendo-o entender que no bojo da questão baiana há a nacional, com Lula lá, e cá atores como Wagner muito servem lá e cá

    Foto: Agência Senado
    Foto: Agência Senado

     

    Na banda governista do mundo político baiano, se dá como favas contadas que Jaques Wagner está mesmo fora do páreo este ano. A bola da vez é mesmo Otto Alencar, com Rui Costa disputando o Senado e João Leão assumindo o governo provisoriamente e indicando o vice.

    Nas conversas que tem tido com aliados (e ontem ele as intensificou), Jaques Wagner diz que é candidato, mas não convence muito, faz algumas ponderações que deixam tudo na mesma rota.

    Ele diz ser fundamental manter a união com o PSD de Otto Alencar e o PP de João Leão. Mas faz a ressalva: se Otto diz que é candidato à reeleição e se a cabeça de chapa estiver com o PT, como encaixar Leão?

    Renovação

    Em 2018, Leão, que já era o vice, preferiu continuar vice, mas Angelo Coronel só é senador porque ele abdicou e assim criou a situação atual.

    Ademais, Jaques Wagner também lembra que sempre foi a favor de mudar. E entre os petistas se diz que a própria trajetória dele tem a marca de viradas radicais. Em 2000, por exemplo, deputaddo federal já no terceiro mandato, se candidatou a prefeito de Camaçari e perdeu. Em 2002 deixou a Câmara e disputou o governo. Em 2006 emplacou o governo, lá ficou até 2014 e esperou 2018 para disputar o Senado.

    A questão agora é pacificar o PT, fazendo-o entender que no bojo da questão baiana há a nacional, com Lula lá, e cá atores como Wagner muito servem lá e cá.