‘Brasil deve repudiar, sem meias palavras, a invasão da Ucrânia’, diz Ciro

    "Trata-se de violação frontal do direito internacional, da Carta das Nações Unidas", disse o pedetista

    Foto: Reprodução, redes sociais

    Após o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltar a descartar a imposição de sanções econômicas à Rússia em decorrência da invasão na Ucrânia, o pré-candidato a presidência da República, Ciro Gomes (PDT), utilizou as redes sociais para criticar o posicionamento do Brasil em meio ao conflito. Em sua conta do Twitter, nesta segunda-feira (28), o pedetista escreveu que o país “deve repudiar” a invasão “sem meias palavras”.

    “O Brasil deve repudiar, sem meias palavras, a invasão da Ucrânia pela Federação Russa. Trata-se de violação frontal do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e do princípio mais básico da nossa tradição de política exterior. No caso, o princípio sagrado do respeito pela soberania e pela integridade territorial dos Estados. Diante dessa agressão, qualquer contraponto de argumentos e motivações arrisca soar como justificativa da agressão armada da Rússia contra o povo ucraniano. Enquanto o Brasil for Brasil, jamais ficará neutro diante de tal violência”, disse Ciro.

    Ainda na publicação, o ex-ministro da Fazenda criticou a política imperialista praticada pelos Estados Unidos e outros países desenvolvidos. Segundo ele, a política externa de tais potências foram determinantes para o agravamento do conflito.

    “Nem, por isso, porém, esquecemos o quadro maior em que se dá o confronto atual: o esforço de grandes potências para subjugar países menores e projetar suas esferas de influência e o confronto de pretensões hegemônicas que põem em perigo a sobrevivência da humanidade. Para nós brasileiros, rebelar-nos contra a imposição dessas hegemonias não é compromisso abstrato: é imperativo de vida e de dignidade. É defender o espaço de nossa grandeza futura”, acrescentou o pedetista.

    De acordo com o Bolsonaro, o Brasil possui uma “dependência enorme” dos fertilizantes da Rússia e, em caso de sanções, o agronegócio seria “seriamente afetado”. Para ele, sem os fertilizantes russos, o agro brasileiro seria prejudicado, o que poderia gerar insegurança alimentar e inflação de alimentos.