Senadores enviam carta com pedido de apoio de Dilma a novas eleições

    Jaques Wagner recebeu o documento que é assinado por 11 senadores que propõem Proposta de Emenda Constitucional

    Lei que garante privilégios a ex-governadores foi aprovada na gestão do petista Jaques Wagner (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
    Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
    Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

     

    O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) entregou nesta quinta-feira (28) ao ministro Jaques Wagner carta de duas páginas pedindo à presidente Dilma Rousseff apoio para uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê a antecipação de eleição presidencial para outubro. Em entrevista após o encontro, o senador relatou que a proposta foi apresentada na quarta-feira (27) ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e hoje deverá ser discutida por Wagner e Dilma. A carta é assinada por 11 senadores.

    “É do mais alto cargo da República que deve vir o apoio decisivo a essa proposta (…), que tem o condão de unificar o país para sairmos do impasse que paralisa a economia e impõe incertezas ao Brasil e aos brasileiros pelo que se desenha no processo de impeachment, que se arrasta no Congresso Nacional e pode agravar ainda mais esse cenário”, destaca um trecho da carta. “Apelamos à Vossa Excelência em favor de uma posição altiva de apoio a uma saída da crise pelo voto popular, para que se reconheça a gravidade do momento e se coloque à disposição do povo brasileiro, acatando soberana decisão do Congresso Nacional pela convocação de novas eleições presidenciais”, acrescenta.

    Na entrevista, Randolfe disse que o objetivo da proposta não é protelar o processo de impeachment. Ele disse ainda que há espaço em setores do Congresso para propor à presidente que, por meio de um projeto de resolução, sugira um referendo simultâneo às eleições municipais de outubro sobre a continuidade ou não do mandato de Dilma.

    A proposta feita na carta já está sendo discutida pelo Palácio do Planalto. A equipe da presidente Dilma, no entanto, sempre avaliou que a proposta de antecipar as eleições não deveria partir formalmente do governo, que demonstraria assim fraqueza no atual processo do impeachment.