‘Tudo mentirinha’, diz Fábio Porchat após ser criticado por papel de pedófilo

    “Isso não é apologia ou incentivo àquilo que ele pratica, isso é o mundo perverso daquele personagem sendo revelado”

    Foto: Reprodução/Instagram/fabioporchat

    O ator Fábio Porchat foi criticado por papel de pedófilo em ‘Como se Tornar o Pior Aluno da Escola’ que está disponível na Netflix. Além de criticado, o filme também foi denunciado pelo estadual do Ceará, André Fernandes (PL), que chamou atenção de pais e mães através de publicação nas redes sociais sobre a cena que gerou polêmica. 

    Em entrevista ao colunista Léo Dias, do ‘Metrópoles’, o ator disse que o seu personagem no filme é um vilão e que foi contratado para trabalhar na produção, sem ter vínculo com a concepção da obra. 

    “Vamos lá: como funciona um filme de ficção? Alguém escreve um roteiro e pessoas são contratadas para atuarem nesse filme. Geralmente o filme tem o mocinho e o vilão. O vilão é um personagem mau. Que faz coisas horríveis. O vilão pode ser um nazista, um racista, um pedófilo, um agressor, pode matar e torturar pessoas”, disse. 

    Porchart aproveitou para relembrar personagens ruins e ressaltou que na vida real quem interpreta não é como na ficção. “O Marlon Brando interpretou o papel de um mafioso italiano que mandava assassinar pessoas. A Renata Sorah roubou uma criança da maternidade e empurrava pessoas da escada. A Regiane Alves maltratava idosos. Mas era tudo mentira, tá gente? Essas pessoas na vida real não são assim.” 

    O ator também fez reflexão sobre outros temas polêmicos contados em filmes. “quando o vilão faz coisas horríveis no filme, isso não é apologia ou incentivo àquilo que ele pratica, isso é o mundo perverso daquele personagem sendo revelado. Às vezes é duro de assistir, verdade. Quanto mais bárbaro o ato, mais repugnante. Agora, imagina se por conta disso não pudéssemos mais mostrar nas telas cenas fortes como tráfico de drogas e assassinatos? Não teríamos o excepcional Cidade de Deus? Ou tráfico de crianças em Central do Brasil? Ou a hipocrisia humana em O Auto da Compadecida. Mas ainda bem que é ficção, né? Tudo mentirinha.”