Advogado de Gabriel Monteiro foi expulso da PM por ameaçar populares

    Sandro Acácio Fraga Gramacho de Figueiredo foi acusado de extorquir moradores da Zona Oeste do Rio a pagar por segurança

    Foto: Reprodução / Youtube

    Advogado do ex-policial militar e hoje vereador do Rio de Janeiro Gabriel Monteiro (PL), Sandro Acácio Fraga Gramacho de Figueiredo foi expulso da Polícia Militar em dezembro de 2006, acusado de ameaçar moradores do bairro da Taquara, na Zona Oeste do Rio.

    De acordo com informações do jornal O Globo, ele, que era soldado lotado no 22º BPM, cobrava da população local valores entre R$ 15 e R$ 30 pela “realização de serviço consignado como segurança”. Ainda segundo a publicação, a expulsão ocorreu após os moradores registrarem boletins de ocorrência contra ele e um colega de farda que na época atuava no Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE).

    Um documento interno da PM obtido pelo O Globo mostra que em 18 de setembro de 2005 um morador da Taquara procurou a polícia alegando que após reclamar de som alto foi alvo de ameaças e agressão por parte do dono de um bar da região. Na ocasião, a vítima afirmou que foi ameaçado em um posto de gasolina por Figueiredo, que estava fardado. Em outra ocorrência, moradores afirmaram que os policiais ameaçavam e agrediam aqueles que não pagavam pela proteção oferecida por eles.

    Diante das denúncias, a Corregedoria da PM chegou a realizar uma operação na qual flagrou o colega de Figueiredo armado e com um colete à prova de balas dentro de um carro no local, acompanhado de outro homem armado. Neste mesmo dia o hoje advogado também foi ao local e teve prisão administrativa “pela postura incoveniente em insistir em falar com os conduzidos”.

    Em dezembro de 2006, então, os dois policiais foram expulsos da corporação, após decisão do Conselho de Revisão Disciplinar da PM. No ano de 2013, Sandro Acácio perdeu um processo que movia contra o estado por conta da prisão, classificada por ele como ilegal. Procurado pelo jornal, o advogado alega inocência.