Tertuliana Lustosa apresenta mistura de ritmos nordestinos e futuristas em novo projeto musical

    Sertransneja foi lançado na última sexta-feira (20) e é um álbum audiovisual com seis faixas que vão da MPB ao piseiro, do baião ao ravefunk

    Foto: Gustavo Menasce

    A cantora e compositora Tertuliana Lustosa lançou na última sexta-feira (20), o seu novo projeto audiovisual: Sertransneja. Com seis faixas e seis videoclipes, o álbum revela uma mistura de ritmos nordestinos e futuristas com composições que retratam, entre outros aspectos, as vivências trans. O projeto marca a nova etapa da carreira da multiartista e conta com o patrocínio do Natura Musical e do Governo do Estado da Bahia através do Fazcultura, Secretaria de Cultura e da Secretaria da Fazenda. 

    Marcando sua carreira solo, paralela ao trabalho desenvolvido junto à Banda A Travestis, Tertuliana Lustosa explica que o Sertransneja, nome do novo álbum, é um divisor de águas em sua trajetória artística. “Meu objetivo é trazer visibilidade às existências travestis e trans do sertão nordestino, discutir nossas vivências em ritmos que fazem parte do nosso cotidiano local”. 

    Além da forte influência nordestina, o álbum traz referências da cultura drag, através do vogue – movimento de reafirmação de identidade de gêneros e sexualidade por meio da dança -, além de sintetizadores eletrônicos que compõem o ravefunk. “Escolhi ritmos que combinam com as composições e todas elas abordam meu lado artístico mais regional”, destaca Tertuliana. 

    Toda a regionalidade e as narrativas presentes no álbum consolidam uma roupagem inédita no cenário da música brasileira, tanto pelo conceito inovador, quanto pela equipe de peso por trás da produção. A direção musical é de Badsista, que já realizou trabalhos com Linn da Quebrada; direção fotográfica de Maria Mango; direção criativa e geral assinada por Mariana Ayumi; figurinos assinados por Fagner Bispo e Gefferson Villa Nova, profissionais que já vestiram personalidades da mídia baiana; produção executiva de Nathália Luna; e cenografia de João Teixeira. 

    O projeto ‘Sertransneja’foi selecionado pelo edital Natura Musical, por meio da lei estadual de incentivo à cultura da Bahia (Fazcultura), ao lado de Nara Couto, Mestre Aurino de Maracangalha, Mahal Pita e Mercado Iaô, por exemplo. Na Bahia, a plataforma já ofereceu recursos para 58 projetos de música até 2020, como Margareth Menezes, Jadsa, Mateus Aleluia e Ilê Ayê.