Lava Jato: ‘Não pode ser eu’, diz Gabrielli sobre pedido de Janot

    Ex-presidente da Petrobras está entre pessoas que podem ser incluídas em inquérito da Lava Jato no STF, após pedido de procurador-geral da República

    Foto: Luís Filipe Veloso/ bahia.ba

    O ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli demonstrou surpresa e não quis comentar o pedido, feito pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, para que ele e mais 30 pessoas sejam incluídas no principal inquérito da Operação Lava Jato em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

    “Não pode ser. Eu não sou deputado. Não tenho foro privilegiado. Isso não existe. Não pode ser eu. Imagino que não seja. Não tem porquê”, disse Gabrielli ao bahia.ba. Na lista de pedidos feitos por Janot para inclusão no referido inquérito, constam diversas pessoas sem foro privilegiado, como empresários, ex-parlamentares, lobistas e ex-ministros, além do próprio ex-presidente Lula.

    O ex-presidente da Petrobras também evitou comentar qualquer coisa sobre a solicitação da PGR. “Não posso comentar uma coisa dessa, uma notícia que eu não sei o que é. Como é que eu vou comentar? […] Preciso saber o que está acontecendo. Não diz o que está sendo investigado. Não diz que processo é”, declarou.

    No pedido, a PGR reproduz um relato do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, segundo o qual a campanha vitoriosa de Jaques Wagner ao governo da Bahia, em 2006, foi abastecida por propina da estatal, de acordo com a Folha.

    Para a inclusão dos nomes na investigação em andamento, precisa haver autorização do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo.