Vereadora Marta acusa Bruno Reis de omitir verdade sobre aumento da tarifa de ônibus

    Segundo Marta, o prefeito tenta se eximir, não só do aumento da tarifa, mas também do encarecimento de vida da população

    Foto: Reprodução Instagram/ @martarodrigues

    A vereadora Marta Rodrigues (PT) acusou o prefeito Bruno Reis (União Brasil), nesta sexta-feira (3), de omissão sobre, o que levou de fato, o aumento da tarifa de ônibus em Salvador.

    “O aumento da tarifa é consequência de uma crise que se arrasta há anos e que seu grupo político foi ainda mais conivente ao apoiar essa política de preços que está afetando o trabalhador em tudo. Na alta dos alimentos, no preço do botijão de gás, na inflação e agora piorando o precarizado sistema de transporte municipal”, disse. 

    Para Marta, “o prefeito tenta se eximir duplamente”, não só do aumento da tarifa, ao atribui-lo à não concessão do subsídio federal e não assumir o modelo inadequado de gestão do transporte municipal adotado desde o ex-prefeito ACM Neto, mas também do encarecimento de vida da população.

     “Chegou para o povo e não contou que ele e o ex-prefeito apoiaram a atual e absurda política de preços e de combustíveis da Petrobrás do governo federal que culminou em prejuízos no bolso da população de Salvador e do Brasil, a exemplo dos altos preços dos alimentos, inflação e do botijão de gás e agora aumento de tarifa”, afirmou.

    Segundo a vereadora, era evidente que não haveria subsídio federal, mas ainda assim eles tentaram se desviar da responsabilidade. 

    “O governo federal nunca teve preocupação com o sistema de transporte público no Brasil tampouco com a sobrevivência da população mais pobre. É muito grave uma capital como Salvador, que tem os maiores índices de pobreza do país, pioradas nesta pandemia, tenha uma das tarifa mais cara do Brasil, onde as pessoas tem que  escolher entre pegar ônibus ou andar a pé para ter o mínimo, sobreviver e ter segurança alimentar”, declarou, lembrando que a pesquisa recente da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) apontou aumento da cesta básica na cidade em 2,17%, chegando a R$ 481,93, em março, o que representa quase 50% de um salário mínimo. 

    .Segundo Marta, a crise do transporte público foi intensificada pela prefeitura de ACM Neto no modelo de gestão do transporte adotado em 2014 e agora ele e Bruno Reis tentam se eximir da responsabilidade. 

    “Ao longo dos anos, o grupo político deles ao invés de encarar o problema deu continuidade ao modelo de gestão inadequado. Agora foram a Brasília sob a justificativa do subsídio federal para se eximir da crise que já era antiga e de conhecimento público e sequer tocou no assunto da política de preços da Petrobras, que acentuou ainda mais essa crise”, pontuou.

    Para a pré-candidata a deputada federal, o resultado disso é mais um ano com a população sofrendo com a alta dos alimentos, do preço do gás e com a precarização do transporte público, notoriamente ineficiente, superlotado, sujo e de má qualidade. 

    “É mais um aumento junto com retirada do Domingo é meia, o fim da expiração de créditos numa cidade onde a maioria do passageiro é trabalhador ou trabalhadora informal, pega ônibus, e muita gente sequer recebe o salário mínimo”, indicou.

    Marta pontua ainda que, segundo ela, o prefeito renunciou milhões aos cofres públicos com isenção de impostos a empresas de ônibus, comprou passagens, fez acordos com o Ministério Público por melhorias e nada disso aconteceu.  

    “Ano após anos a tarifa aumenta e debatemos na Câmara ao longo dos anos, inclusive quando existia uma política de preços e combustíveis justas, antes do golpe contra Dilma, e essas concessões e isenções às empresas de ônibus pela gestões municipais continuaram, enquanto o problema aumentava assim como a precariedade. Em 2019, e na Câmara isenção ao ISS para as empresas de cerca de 300 milhões, que o prefeito renunciou. A questão não é só o  combustível, é a nebulosidade em torno do sistema que já dura anos e o prefeito e o ex nunca se importaram. O povo mais uma vez pagando o preço”, finalizou.