Frase da vez
”Em economia, é fácil explicar o passado. Mais fácil ainda é predizer o futuro. Difícil é entender o presente”
Joelmir Beting, jornalista e sociólogo (1936-2012)

O senador Walter Pinheiro procurou o governador Rui Costa ontem para avisar: Roberto Muniz, o suplente dele, está se amarrando na decisão de assumir o Senado e ele, que topou ir para a Secretaria de Educação, está inclinado a ir cuidar da vida.
O caso: Roberto Muniz pediu 15 dias para administrar sua saída da presidência da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas do Serviço Público de Água e Esgoto (Abcon) e do sindicato nacional congênere, o tempo esgotou e ele ainda não deu sinal.
Pinheiro está impaciente:
— São os 15 dias mais longos que eu já vi.
Sem vontade
Roberto Muniz, que já foi prefeito de Lauro de Freitas, secretário de estado e deputado estadual, admite a amigos que não está muito a fim de voltar para a política.
Haja o que houver, está tudo indicando que na votação do impeachment de Dilma quem vai votar é Pinheiro. E ele diz que vai defender eleições diretas já, mesmo sabendo que não passa.
Sílvia não dá
O Plano C do caso, a convocação da terceira suplente, Sílvia Cerqueira, está fora de cogitação. Por um detalhe: ela é do PRB, partido plenamente alinhado a Eduardo Cunha e a favor do impeachment.
Em 2014 foi candidata a deputada estadual e teve 1.920 votos.
Em suma, ela está duplamente descartada, por ser do PRB e por falta de voto.

Dor de cabeça
A aprovação no Congresso ontem da urgência para o projeto que propõe aumento de 41% para os integrantes do Ministério Público Federal e 16% para o STF deixou Rui Costa de cabelos arrepiados:
— Eu não sei como os estados vão poder pagar esse reajuste. Isso tem efeito cascata. O Judiciário da Bahia não vai ter orçamento. Dos outros estados também não.
Efeito cascata
Segundo Rui, um aumento desse vem em efeito cascata. Repercute nos Tribunais de Contas, no Ministério Público e no Executivo, porque muitos servidores estão no teto do judiciário, recebem R$ 32, R$ 35 mil como delegados, alguns coronéis, muita gente da Secretaria da Fazenda.
Rui lembra que ano passado foi aprovado reajuste de 70% e Dilma vetou. Agora…

Caos em Camaçari
Com os professores já em greve há dois meses, Camaçari mergulhou no caos: os médicos também pararam e outros funcionários idem, todos pedindo aumento.
O prefeito Adhemar Delgado diz que não tem dinheiro.
O deputado Luiz Caetano (PT) subiu à tribuna da Câmara ontem para denunciar o caos.
Só não disse que ele é criador de Adhemar (com quem rompeu depois).
Isidório 1 x 0 Fabíola
O acordo que deputados governistas fecharam com a bancada evangélica e a oposição para aprovar as alterações em trechos do Plano Estadual de Educação desagradou às cinco deputadas que compõem a base de Rui Costa na Assembleia.
Elas não aceitaram a substituição dos termos gênero e diversidade sexual por respeito às diversidades.
Luiza Maia (PT) qualificou a mudança como ‘ignorância’.
E Fabíola Mansur (PSB) afirmou que ‘negociaram a pauta histórica das mulheres’.
No frigir dos ovos, Sargento Isidório (PDT), que liderou a rebelião evangélica, venceu.

Protestos e estresse
Os protestos de movimentos sociais na galeria durante a votação irritaram o presidente da Casa, Marcelo Nilo (PSL):
– Tem servidor aí ofendendo deputado. Se eu identificar, vou demitir!
Depois, ele amenizou:
— Foi estresse.
Destaque filantrópico
A quarta edição dos 100 Mais Influentes da Saúde, dia 20, na Feira Hospitalar, em São Paulo, vai ter baiano em destaque.
Roberto Sá Menezes, provedor da Santa Casa da Bahia, foi eleito na categoria filantropia, pelo trabalho social e voluntário à frente da instituição, que administra o Hospital Santa Izabel.
A premiação recebeu votos dos profissionais de saúde e do público, que elegeram, via internet, os principais nomes que trabalham em hospitais, laboratórios, indústrias e operadoras, em 20 categorias.
Roberto diz que a homenagem é um estímulo para continuar a missão de cuidar de quem precisa.
Deu Tabaco
Pedro Marcelino, ex-vereador e ex-vice-prefeito de Alagoinhas, lança hoje (18h), no Centro Cultural da Câmara de Salvador, o livro Alagoinhas – O que a memória guarda.
Vale conferir. O livro é bom. Uma das histórias, Deu Tabaco, é imperdível.

