‘Sucessão de problemas que envergonham’, diz Rui sobre governo Bolsonaro

    "Mal se está discutindo o problema da CPI da Educação, aí hoje a gente acorda com o presidente da Caixa assediando as funcionárias sexualmente. E essa turma dizendo que é da família e da religião?"

    Foto: Anderson Oliveira/bahia.ba

    Em entrevista ao bahia.ba, na cerimônia de entrega de equipamentos e assinaturas de convênios com prefeitos do interior, na tarde desta quarta-feira (29), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, o governador Rui Costa (PT) afirmou que o Brasil vem passando por um período de ‘vergonhas’ desde 2018, início do governo Jair Bolsonaro (PL).

    “No mundo inteiro ficou marcada uma eleição pela distribuição de uma enxurrada de notícias falsas e montagens nos grupos do WhatsApp, algo nunca feito na história política do Brasi; depois que o presidente assumiu foi uma sucessão de problemas de coisas que envergonham a todos nós, e no período mais recente, parece que isso se intensificou”, disse Rui.

    O governador citou “algumas situações que vêm acontecendo no país” durante o governo do presidente. Entre os acontecimentos, o governador falou sobre a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. “Os pastores, que tinham livre acesso ao MEC, pediam barra de ouro aos prefeitos, pelo menos é o que está relatado pela imprensa. A polícia, com ordem judicial, prendeu o ex-ministro, por entender o juiz que tinha elementos de prova da participação do ex-ministro no esquema”.

    “Imediatamente a gente passou a ter vergonha por ver que o presidente, pelo menos foi o que a imprensa noticiou, tentou interferir, e o próprio delegado da Polícia Federal manifestou insatisfação, dizendo que houve interferência no processo de avaliação”, afirmou o governador.

    Rui Costa também destacou “como mais uma vergonha para o país” o caso do presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, que está sendo investigado por assédio sexual. 

    “Mal se está discutindo o problema da CPI da Educação, aí hoje a gente acorda com o presidente da Caixa Econômica do Brasil, instituição que tem quase 200 anos, assediando as funcionárias sexualmente. E essa turma dizendo que é da família e da religião? É inacreditável um negócio desse, uma sucessão de escândalos”.

    Rui Costa disse ainda que está “vivendo um dilema neste ano”. “Se no plano nacional eu estou em contagem regressiva, pedindo para o ano acabar logo para a gente se livrar desse povo, do outro lado eu digo: se o ano andar rápido, o meu governo também acaba rápido. Então eu estou em um conflito gigantesco.”