Silvio Humberto rebate Bruno e diz que problema no transporte é ‘estruturante’

    Segundo o vereador, o problema passa pelo modelo escolhido pela prefeitura, que, segundo o edil, faz com que a população subsidie as passagens dos ônibus

    Foto: Matheus Morais/bahia.ba

    O vereador Sílvio Humberto (PSB) rebateu declarações do prefeito Bruno Reis (UB), que afirmou, na segunda-feira (4), que a crise do sistema de transporte público acontece devido à falta de subsídios estaduais e federais ao setor. Na ocasião, o prefeito disse que o maior desafio da capital baiana, em um cenário de alta do diesel, era ‘manter os ônibus rodando’.

    Para o socialista, que se valeu da opinião de especialistas, o problema é estruturante e passa pelo modelo escolhido pela prefeitura para gerir o sistema, que, segundo o edil, faz com que os usuários, em sua grande maioria empobrecidos, subsidiem as passagens dos ônibus. Silvio Humberto pediu uma ‘Conferência Municipal sobre Mobilidade Urbana’ para debater o tema.

    “O desafio é manter os ônibus rodando porque, quando você conversa com especialistas, a gente percebe um problema que é estruturante na cidade de Salvador com relação ao sistema de transportes, que passa pelo fato de ser a população que subsidia, com o pagamento de tarifa, as passagens. População que, efetivamente, não pode pagar, porque a grande maioria da classe média não utiliza o transporte. Isso é um problema.”, avaliou o edil.

    “Então esse modelo que foi escolhido anteriormente, que é o modelo  do pagamento de outorga, isso não deu certo.  Porque as empresas estão inadimplentes com isso. Então precisa-se fazer, e eu tenho insistido nisso, uma conferência municipal sobre a mobilidade urbana na cidade de Salvador. Enquanto a gente não fizer isso, a gente fica nesse círculo vicioso. Ou seja, só fazendo o ônibus  rodar.  A pergunta é, até quando? Então quando você não tiver soluções estruturantes,  a pergunta vai ficar se repondo todos os dias sem encontrar uma solução.”, defendeu o vereador.

    De acordo com Silvio Humberto, o subsídio é um caminho, mas não seria uma solução para o problema do transporte público. “A gente também não sabe o quanto representa, por exemplo, o ICMS na composição do custo final da tarifa. Então isso é todo um uma questão que precisa ser colocada.”, finalizou.