Sobre Lei de Diretrizes, prefeito destaca que decisão agora cabe à Câmara

    À imprensa, Bruno Reis reiterou que projeto enviado seguiu mesmos critérios dos últimos anos e diz esperar que legislativo 'cumpra o seu papel'

    Foto: Antonio Queirós/CMS

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), voltou a defender a legalidade e correção do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) encaminhado este ano à Câmara de Vereadores. A tramitação da proposição enfrenta um impasse este ano, tendo sido devolvida pelo legislativo à prefeitura no dia 8 deste mês – sob a alegação de conter inconsistências – e reencaminhada ao Paço Municipal no mesmo dia. A seu ver, o Executivo fez a sua parte e agora espera que o legislativo cumpra a sua. “Essa decisão (sobre votação da LDO) cabe à Câmara”.

    Curiosamente, ao defender sua versão durante uma agenda no Subúrbio, o político do UB usou uma expressão famosa no linguajar do presidenciável e adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Primeiro, ‘nunca antes na história’ dessa cidade uma LDO foi devolvida. Segundo, a LDO vem sendo apresenta há 13 anos seguindo os mesmos critérios técnicos e as mesmas formalidades que esta que foi encaminhada (em 2022)”, afirmou o chefe do Executivo. Segundo o prefeito, foi esse o motivo que levou ao reenvio no mesmo dia.

    A devolução foi anunciada pelo presidente da Câmara, Geraldo Júnior (MDB), também pré-candidato a vice-governador na chapa de Jerônimo Reis (PT); enquanto Bruno apoia o pré-candidato a governador ACM Neto (UB).

    Na coletiva desta sexta, Bruno Reis não fala diretamente da questão eleitoral, mas ataca a decisão do emedebista em iniciar o recesso sem a votação da Lei de Diretrizes. “Regimentalmente, e o que estabelece a Lei Orgânica, ela teria que ser aprovada antes de (a Câmara) entrar em recesso. Então o papel da prefeitura foi feito.”