Economia precisa gerar empregos, destaca novo presidente da Fecomércio-BA
Setor alterna resultados positivos e negativos, mas confiança do empresário é crescente, avalia Kelsor Fernandes, em conversa com o bahia.ba

O comércio baiano alterna resultados positivos e negativos, mas a confiança dos empresários e a intenção de consumo das famílias está crescente, apontando um terreno para “retomar, de forma paulatina, investimentos e, consequentemente, geração de empregos”. A avaliação foi feita ao bahia.ba pelo novo presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviçoes e Turismo (Fecomércio-BA), Kelsor Fernandes. Executivo da área de serviços (setor imobiliário), Fernandes assumiu o comando da entidade no dia 1º deste mês, em substituição a Carlos de Souza Andrade.
“Este é um momento em que a economia precisa gerar empregos para distribuir renda e minimizar os impactos da inflação sobre os orçamentos dos setores, principalmente, dos segmentos supermercados, vestuário e farmácia”, avalia Kelsor Fernandes. Ele ressalta que o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) do mês de junho, aferido pela Fecomércio-BA, foi o mais alto desde março de 2020, início da pandemia. “Isso é um resultado muito bom, pois indica que os empresários estão retomando investimentos e contratação de novos funcionários”.
Aos 69 anos, Kelsor Gonçalves Fernandes é baiano de Alagoinhas. Desde a década de 90, comanda a imobiliária que leva o seu nome. Participa também de instituições como a Junta Comercial do Estado da Bahia (Juceb), Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Sebrae e Santa Casa da Misericórdia, além de presidir o Conselho Consultivo da Frente Parlamentar das Micro, Pequenas e Médias Empresas. “Num país tão complexo como o nosso, em termos tributários e legislativos, dificilmente uma empresa consegue sobreviver sem um trabalho coletivo”, prega.
Eficiência e transparência
Primeiro vice-presidente nos dois mandatos de Carlos Souza Andrade (2014 a 2022), Fernandes afirmou que vai manter os investimentos na interiorização do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional do Comércio (Senac). “Prometo intensificar pelos próximos quatro anos. O Sesc e o Senac representam uma verdadeira transformação social para trabalhadores do comércio e suas famílias, bem como toda a sociedade, que ganham serviços de qualidade nas áreas de educação, saúde, lazer, assistência, cultura e capacitação profissional para o mercado de trabalho”, destacou.
Entretanto, o executivo deixa claro que também vai apresentar nos próximos quatros um estilo próprio. “Na minha trajetória empresarial sempre busquei eficiência e transparência. Foi assim no Secovi (sindicato patronal das empresas de compra, venda, locação e administração de imóveis residenciais e comerciais), onde consegui criar um amplo portfolio de serviços aos empresários e a toda cadeia deste setor, conseguindo, inclusive, sobreviver após o fim da contribuição sindical compulsória”.
Eleições
Klesor Fernandes pretende empreender uma gestão pautada em três pilares: credibilidade, sustentabilidade e representatividade. “Vamos dialogar de forma cooperativa com os governos federal, estadual e municipais, trabalhar junto às entidades representativas do segmento produtivo, ampliar os serviços do Sesc e do Senac – com a criação da Policlínica do Sesc e moderno Centro de atividades do Senac na capital, entre outros projetos -, bem como auxiliar os micro e pequenos empresários. Acima de tudo, nossos trabalhos terão como foco a autossustentabilidade dos sindicatos filiados a federação”.
Sobre a corrida eleitoral que se avizinha, Kelsor avalia que o período afeta a economia, mas o impacto será maior ou menor a depender do programa que cada candidato apresentar. O gestor confirmou que em 8 de agosto, no Centro de Convenções de Salvador, a Fecomércio-BA e as representações da indústria (Fieb) e da Agricultura e Pecuária (Faeb) entregarão um documento com as demandas do setor produtivo aos candidatos a governador.
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