De 2011 a 2020, a indústria brasileira perdeu 9.579 empresas, ou 3,1% do total, além de 1 milhão de empregos (-11,6% do total). As informações são da Pesquisa Industrial Anual (PIA), divulgada nesta quinta-feira (21), pelo IBGE. Em 2020, a receita líquida do setor somou R$ 4 trilhões, mas 93,1% do faturamento acontceeu nas indústrias de transformação.
O IBGE informou também que, no comparativo com o ano anterior, a indústria perdeu 2.865 empresas (-0,9%) em 2020, mas a população ocupada cresceu 0,5%, ou mais 35.241 pessoas ocupadas.
“Vimos uma tendência de redução do número de empresas desde 2014, início da crise. Entre 2019 e 2020, houve uma queda de 0,9% no número de empresas, sendo 0,8% nas indústrias extrativas e 0,9% nas indústrias de transformação”, explica a gerente de Análise Estrutural, Synthia Santana.
Em 2020, o país tinha 303,6 mil indústrias com uma ou mais pessoas ocupadas – 6,3 mil indústrias extrativas e 297,3 mil indústrias de transformação. Essas empresas pagaram R$ 308,4 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. Naquele ano, o setor registrou perda de 2,865 mil empresas (-0,9%) frente a 2019. Desde 2013, ponto mais alto da série de 10 anos, a redução foi de 9,4% (31,4 mil empresas).
Entre as atividades, a indústria alimentícia liderou a atividade industrial em 2020, com 24,1% de participação e aumento de 5,9 pontos percentuais em 10 anos. Entre 2019 e 2020, o avanço foi de 3,6 pontos percentuals. Já a indústria automotiva perdeu 4,9 pontos percentuais. em 10 anos, passando de 12,0% para 7,1% no período. Já a participação da Fabricação de produtos químicos saltou de 8,8% para 10,5%, saindo da quarta para a segunda posição, no mesmo período.

Em 2020 o setor industrial ocupava 7,7 milhões de pessoas, das quais 97,4% operavam nas indústrias de transformação. A indústria perdeu 1,0 milhão postos de trabalho entre 2011 e 2020. Frente a 2013, o ponto mais alto do decênio analisado, houve uma perda de 15,3% das vagas.
Entre 2011 e 2020, mais da metade dos postos de trabalho perdidos foram eliminados nos setores de Confecção de artigos do vestuário e acessórios (258,4 mil), Preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (138,1 mil) e Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (134,2 mil). Já os maiores ganhos ocorreram na indústria alimentícia, principal empregadora do setor, seguida da fabricação de produtos não-metálicos e de produtos de borracha e material plástico.
Em 10 anos, a remuneração média na indústria caiu de 3,5 para 3,0 salários mínimos. Mesmo pagando os salários mais elevados, as Indústrias extrativas tiveram uma redução no salário médio, passando de 6,1 salários mínimos em 2011 para 4,6 salários mínimo em 2020. Nas Indústrias de transformação, o salário médio caiu de 3,5 s.m. em 2011 para 2,9 s.m. em 2020.



