Tesouro direto: vendas chegam ao maior nível desde 2019

    Entre os títulos mais procurados pelos investidores, foram os corrigidos pela Selic cuja participação nas vendas somaram 49,4%

    Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil
    Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil
    Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

     

    As vendas de títulos públicos a pessoas físicas pela internet chegaram a R$ 4,01 bilhões em julho, conforme divulgou o Tesouro Nacional nesta sexta-feira (26). O volume é o segundo maior da história para um mês, perdendo apenas para maio de 2019. As informações são da Agência Brasil.

    Entre os títulos mais procurados pelos investidores, foram os corrigidos pela Selic (taxa básica de juros da economia), cuja participação nas vendas somaram 49,4%, também, os títulos vinculados à inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) corresponderam a 37,7% do total, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, foram 12,9%.

    A estimativa do mercado é que a taxa Selic pare de subir diminuiu o interesse dos investidores por esse tipo de papel. No mês de junho, as vendas desses títulos estavam em 55,3%. Em contrapartida, as vendas de papéis prefixados, que representavam 31,8% em junho, tiveram forte alta.

    Desde março de 2021, o Banco Central (BC) tem elevado a Selic. A taxa, que estava em 2% ao ano, no menor nível da história, saltou para 13,75% ao ano de lá para cá. A última ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que as elevações estão próximas de acabar.

    O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 96,45 bilhões no fim de julho, aumento de 2,5% em relação ao mês anterior (R$ 94,07 bilhões) e de 42,1% em relação a julho do ano passado (R$ 67,89 bilhões). Essa alta ocorreu porque as vendas superaram os resgates em R$ 1,74 bilhão no mês passado.