Acordo entre governo e BNDES pode levar dívida pública e PIB a menores valores em 2 anos

    Com o movimento, a dívida entre o BNDES e a União sobre os valores destinados ao banco entre 2008 e 2014 seria quitada

    Foto: reprodução/ site do FGV Ibre

    O acordo entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o governo federal para a devolução de R$ 90 bilhões pelo banco para o Tesouro Nacional deve levar a uma redução de cerca de 1 ponto percentual na relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB), com chances de ser registrado o menor nível desde o início de 2020. As informações são da CNN.

    A relação dívida/PIB fechou julho em 77,6%,  mesmo valor da nova projeção do Ministério da Economia para o fim de 2022, levando em consideração a conclusão do acordo com o BNDES para o pagamento da segunda parcela do valor que o banco precisa devolver para o Tesouro.

    Com isso, a dívida entre o BNDES e a União sobre os valores destinados ao banco entre 2008 e 2014 seria quitada. Antes, a previsão era de que o processo de ressarcimento finalizasse até 2040, no entanto aconteceu uma antecipação do cronograma.

    Segundo o economista da XP, Tiago Sbardelotto à CNN, a determinação do processo foi feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ano passado, e o BNDES já havia realizado a devolução da primeira parcela no mesmo ano. No entanto, houve uma judicialização quanto ao pagamento da segunda metade, já que o banco alegava que teria perdas se antecipasse a devolução

    “Mas os resultados do primeiro semestre foram muito bons, e acabou dando um certo empurrão para o TCU de fato não acolher os argumentos e determinar a devolução”, explicou. 

    Para Sbardelotto, a devolução deve refletir em uma queda de 1 ponto percentual na relação dívida/PIB neste ano, e a previsão do governo, de um valor final de 77,6%, é condizente com a situação atual.