O saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro subiu 0,6% e chegou a R$ 14,3 trilhões em agosto ante o mês anterior. O valor registrado no mês indica 152,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Os números são da Nota Monetária de Crédito, divulgada pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (28).
Segundo o BC, a alta é reflexo, principalmente, dos empréstimos do setor financeiro para o mercado doméstico, que avançou 1,6%.
Ante a interanual a interanual, o crédito ampliado cresceu 10,4%.
Em relação às famílias, a alta do crédito ampliado chegou a R$ 3,3 trilhões, equivalente a 34,9% do PIB, em agosto. O crédito às famílias ainda subiu 2% em agosto e acumula uma alta de 19,5% em um ano, em decorrência do comportamento nos empréstimos do setor financeiro.
Os dados de junho seriam divulgados originalmente no fim do mês seguinte, mas as divulgações seguem atrasadas, quase dois meses do fim da greve de servidores do Banco Central.
A taxa média de juros registrou uma queda de 0,7% no mês. Segundo o Banco Central, a taxa média registrada em agosto foi de 28,7%, enquanto no mês anterior a média foi de 29,4%.
Entretanto, o aumento nos empréstimos domésticos ocorre quando a taxa de juros livres — aquelas acordadas livremente entre bancos e tomadores — cresceu 0,2% e chegou a 40,6% em agosto.
A inadimplência no segmento de recursos livres, que considera os atrasos superiores a 90 dias, ficou estável em 3,8% em agosto, mesmo valor de julho.
O indicador começou o ano em 3,4%, subiu a 3,5% em março e a 3,7% em maio.
As maiores variações quanto à inadimplência ocorreu na modalidade de cheque especial, com alta de 0,8% em agosto, chegando a 12,4%, e de empréstimo consignado a servidores do setor privado, que também registrou alta de 0,8%, atingindo a marca de 5,2%.
Com informações da CNN.

