Corte de cargos com Temer só gera economia simbólica, diz jornal

    Em 2015, gastos com o pagamento de comissões consumiram R$ 1,5 bilhão, enquanto despesas do governo com pessoal, custeio, programas sociais e investimentos superaram R$ 1 trilhão

    Foto: Reprodução/ Agência Brasil
    Foto: Agência Brasil

    A diminuição do número de ministérios e a meta de cortar 4 mil cargos até o final do ano não deverão gerar uma economia significativa, pelo menos a princípio, segundo a Folha de S. Paulo.

    Os gastos com o pagamento de comissões representam uma pequena fatia do Orçamento e, no ano passado, consumiram R$ 1,5 bilhão, ao passo que as despesas do governo com pessoal, custeio, programas sociais e investimentos superaram R$ 1 trilhão, de acordo com reportagem da Folha.

    Apesar disso, a quantidade de assessores e dirigentes comissionados do governo federal é considerada, de fato, alta para padrões internacionais. O jornal afirma que as medidas anunciadas pelo governo Temer deverão trazer mais uma “economia simbólica” e gerar possivelmente melhoras de gestão, já que autarquias, fundações, ações de governo e servidores pertencentes às pastas extintas foram realocados em outras.

    Com a nova configuração do governo, o número de ministérios passou de 32 para 25. No entanto, o objetivo é chegar às 23 pastas, quando o presidente do Banco Central e o titular da Advocacia-Geral da União perderem a condição de ministros, o que depende de mudanças na legislação. Trata-se da menor quantidade desde o primeiro governo FHC, cujo primeiro escalão tinha 24 nomes em 1995.