Inflação na porta das fábricas mantém queda em setembro (-1,96%)

    Refino de petróleo e biocombustíveis (-6,79%) e outros produtos químicos (-6,20%) deram as maiores contribuições para a deflação

    Foto: Washington Alves/Petrobras
    Foto: Washington Alves/Petrobras
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    O Índice de Preços ao Produtor das Indústrias Extrativas e de Transformação (IPP) registrou recuo médio de 1,96% em setembro, frente a agosto. De acordo com dados do IBGE, a chamada inflação “na porta das fábricas” acumula aumento de 5,87% nos três primeiros trimestres e de 9,76% nos 12 meses encerrados em setembro.
    Das 24 atividades industriais pesquisadas, 13 tiveram preços maiores e 11 registraram deflação. O IPP mede os preços de produtos antes de cursos como impostos e fretes.
    As quatro maiores influências para a variação negativa no mês passado foram: refino de petróleo e biocombustíveis (-6,79%); outros produtos químicos (-6,20%); indústrias extrativas (-3,82%); e metalurgia (-3,77%).
    A taxa acumulada no ano até setembro de 2022 é a quarto menor já registrada para um mês de setembro desde o início da série histórica, em 2014.
    Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital fecharam com alta de preços (0,48%), enquanto bens intermediários (-2,42%) e bens de consumo (-1,66%) apresentaram preços mais baixos.