CNC: após três altas consecutivas, endividamento recua em outubro

    Os estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Minas Gerais lideram em inadimplência

    Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

    O número de brasileiros com dívidas a vencer registrou uma leve queda de 0,1 ponto percentual em outubro, ante o mês anterior, de 73,3% para 79,2%. O dado vem após três altas mensais seguidas, conforme levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgado nesta segunda-feira (7).

    Dos endividados, 86,2% têm parcelas no cartão de crédito. Os carnês mostraram a segunda modalidade com mais contas entre os brasileiros, com uma taxa de 19,5%.

    Ainda de acordo com o levantamento da CNC, o percentual de endividados reduziu tanto entre as famílias de rendas média e baixa, com até dez salários mínimos, que foi de 80,3% para 80,2% em um mês, quanto para aquelas na faixa com maior renda, com faturamento superior aos dez salários mínimos — de 75,9% para 75,4% no período.

    Mesmo com a queda neste mês, a proporção de endividados no Brasil subiu 4,6 pontos percentuais nos últimos 12 meses. Em outubro de 2021, o índice de envidados era de 74,6%. A alta na taxa de juros foi a maior responsável pelo crescimento, de acordo com os dados da pesquisa realizada pela CNC.

    Entre os estados, o Paraná registra o maior endividamento populacional, com 95,8% da população. O Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro aparecem na segunda e terceira posição, com uma taxa de endividamento de 91,9% e 89,7%, respectivamente. Já Goiás é o estado brasileiro com o menor número de pessoas com dívidas a vencer: 60,5%.

    Os estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Minas Gerais lideram entre os locais com mais inadimplência. Os índices são de 43,7%, 42,4% e 42,2%, respectivamente.

    No âmbito nacional, se o endividamento recuou, a inadimplência avançou pelo quarto mês no país e atingiu a 30,3% da população brasileira em outubro. Dentre essas pessoas, 10,6% afirmam que não terão condições de arcar com os compromissos financeiros