Secretária da SPMJ, Lordelo destaca ações de combate à pedofilia em Salvador

    'Estamos já para a implementação da escuta especializada em Salvador, que serão espaços que vão ter dentro de escolas', revela a gestora

    Foto: Jamile Amine/bahia.ba

    Em contato com o bahia.ba, na manhã desta quinta-feira (10), a secretária municipal de Política para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Fernanda Lordelo, comentou sobre o projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (9), sobre o aumento da pena de vários crimes sexuais contra crianças e adolescentes, classificando-os como hediondos.

    “A questão da crueldade do próprio ato de pedofilia já é algo que realmente precisa ser tratado com mais rigor. Uma vez que as crianças e adolescentes eles ficam vulneráveis às pessoas e sofrendo violação de direitos. Então, qualquer ato que venha intensificar o combate e controle à pedofilia é sempre bem-vindo”, afirmou a gestora.

    Ainda durante a entrevista, Lordelo destacou as ações de combate à pedofilia em Salvador. A secretária lembrou do Maio Laranja, campanha que amplia a mobilização inspirada pelo 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

    “Nós temos um programa que foi relançado desde maio, que é o Maio Laranja, de combate à exploração sexual e infanto-juvenil. Onde nós já víamos trabalhando e dialogando com todos os setores, inclusive com redes de hotéis, em escolas, em todos os espaços, com um plano internacional, com a UNICEF, criando projetos de formação e capacitação em comunidades pra identificação e denúncia dos casos”, explicou.

    Fernanda Lordelo acrescenta, ainda, que o município de Salvador possui conselhos tutelares, “que avaliam junto às situações familiares e distribui essas crianças para as redes específicas que combatem a violação de direitos”.

    “Além disso, estamos já para a implementação da escuta especializada em Salvador, que serão espaços que vão ter dentro de duas escolas municipais e uma na Fundação Cidade Mãe, com profissionais especializados para que essa criança não se revitimize, ou seja, ela seja escutada uma vez e a gente já faça todo o direcionamento e cuidado com a rede, envolvendo a saúde, envolvendo a educação, envolvendo a família pra que a gente possa dar dignidade a situações tão desagradáveis”, concluiu.