Efeitos da PEC da Transição não devem ultrapassar 2023, defende Nogueira

    'A PEC , como o próprio nome diz, é para a TRANSIÇÃO. Deve garantir somente os pontos comuns das duas candidaturas', disse o ministro

    Foto: Moreira Mariz/ Agência Senado

    O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), foi às redes sociais neste domingo (13) para afirmar que apoia a PEC da Transição, com a condição de que os efeitos da medida devem se limitar ao primeiro ano do mandato do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    O objetivo da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Transição é abrir uma exceção na regra do teto de gastos públicos e permitir que o novo governo faça despesas acima do limite para bancar algumas promessas da campanha, como o valor de R$ 600 no Auxílio Brasil (que deverá voltar a ser chamado de Bolsa Família).

    Para o pepista, não cabe ao atual Congresso definir os rumos do próximo, que toma posse em janeiro. Além disso, para o ministro da Casa Civil, a exceção na regra do teto tem que se restringir às promessas comuns das campanhas eleitorais de Lula e do presidente Jair Bolsonaro (PL).

    “A PEC da Transição, como o próprio nome diz, é para a TRANSIÇÃO. Deve garantir somente os pontos comuns das duas candidaturas: 600 reais de auxílio e aumento real do salário mínimo em 2023. TODOS os outros temas da agenda do novo governo merecem ser, primeiro, conhecidos, assim como sua política econômica. E, depois, discutidos com a legitimidade do novo Congresso. Todos os parlamentares que compõem a base do atual governo e apoiam uma agenda econômica diametralmente oposta à que foi eleita e ainda é desconhecida nos detalhes têm o direito de se posicionar livremente”, escreveu Nogueira no Twitter.

    A proposta de emenda à Constituição vem sendo elaborada nos últimos dias pela equipe de transição para o governo Lula, coordenada pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB).

    “O posicionamento que defenderei no Progressistas é o de aprovar uma PEC, sim, mas para a transição, para garantir estabilidade para o primeiro ano do governo. O Congresso atual, que sai, não pode cassar a prerrogativa do novo, que chega legitimado pelo povo nas urnas e ainda nem assumiu. Não pode chancelar decisões dos próximos quatro anos no apagar das luzes. A vontade popular tem de ser respeitada”, acrescentou o ministro.