Frase da vez
“Um dos grandes segredos da sabedoria econômica é saber aquilo que se não sabe”
John Galbraith, economista e filósofo norte-americano (1908-2006)

Em entrevista domingo no Fantástico, da Globo, o presidente Michel Temer disse que distribuiu ministérios com os partidos por entender isso como um fato natural da democracia.
É, mas nem tanto. O problema é que nosso modelo de organização partidária faliu e apodreceu. É fácil de entender. Qualquer um vai a um cartório eleitoral, arranja 500 mil assinaturas e pronto, temos um partido novo na praça.
Tínhamos 27 em 2010, 22 deles com representação na Câmara. Hoje temos 35, 27 com representação. E há pelo menos cinco outros com pedidos de registro em andamento. Detalhe: todos eles têm o seu dono, o coletador de assinaturas.
A chamada fragmentação cresce e a cada dia o presidente tem que conversar com mais gente para assegurar a governabilidade gastando tempo, dinheiro e espaço para satisfazê-los.
Não há presidente que aguente, nenhum. Institui-se o toma lá, dá cá. Disso resulta que você vê, um dia, Gilberto Kassab, o dono do PSD, ministro de Dilma; mudou de lado, é ministro de Temer. Da mesma forma o PP, o partido que mais tem denunciados na Lava jato.
A história recente está aí, todo mundo que está lá quase sempre quer o espaço para assegurar as maracutaias.
O pior: ninguém se mexe para mudar. Até quando? Eis a questão.

Pinheiro aos poucos
Já nomeado secretário de Educação da Bahia, o senador Walter Pinheiro vai permanecer no Senado pelo menos até o final do mês, ainda finalizando alguns projetos, como o pedido de empréstimo de US$ 200 milhões feito pelo governo baiano, que ele quer ver acontecer, e também concluir outros dos quais é relator, mas o time dele já desembarca na SEC hoje.
Pinheiro diz que primeiro quer se inteirar da situação, buscar todas as informações. Quando entrar, já vai sabendo.
— Lá no Senado, eu preciso desse tempo.
Pauta indefinida – Roberto Muniz, o suplente de Pinheiro, diz que só vai falar se o afastamento se consumar:
— Essa pauta quem dita é Pinheiro.
Geddel em cena
Em entrevista a Mário Kertész ontem, na Metrópole, Geddel pontuou dois fatos que repercutem na política baiana:
1 — Não está pensando em 2018, ainda é cedo, até porque vai se esforçar para ajudar Michel Temer a tirar o Brasil do buraco, mas admite que possa se candidatar ao governo.
2 — O PMDB vai indicar nomes a ACM Neto para compor a chapa como vice.
Falam que o preferido dele é Fábio Mota, secretário da Mobilidade.

Idade mínima
Henrique Meirelles, o novo ministro da Fazenda, tem conversado com alguns deputados sobre os projetos que pretende enviar para a Câmara nos próximos dias.
A Benito Gama (PTB), revelou a intenção de mexer na Previdência, que está cada dia mais cara para os governos, não só o federal, mas os estaduais também.
Uma das ideias é botar a idade mínima para aposentadoria aos 65 anos.
As centrais sindicais (menos a CUT), que ontem se reuniram com Temer, estão esperneando. Nenhuma aceitou.
Isidório em pauta
O deputado Sargento Isidório (PDT) está causando inquietações entre os aliados de Rui Costa. O deputado Rosemberg Pinto (PT) disse que já o procurou para alertá-lo:
— Disse que a forma como ele se posicionou na discussão do Plano Estadual de Educação (confrontou com grupos LGBT) e o vídeo do Dia das Mães (pegou na genitália da mãe e disse ‘graças a Deus que você não é sapatão’) não é uma postura para quem quer disputar a Prefeitura de Salvador:
E não acho é que isso seja problema de Rui Costa ou do secretário Josias Gomes (Relações Institucionais).

Lupi na parada
A questão é que Isidório é candidato a prefeito de Salvador pelo PDT e alguns segmentos já foram se queixar ao presidente nacional do partido, Carlos Lupi, que, por sua vez, também revelou preocupação.
Isidório será convidado a baixar o tom.
Drama santamarense
Dizem em Santo Amaro que se Francisco Lourenço de Araújo, o Barão de Sergy, honra e glória da terra por ter comandado um batalhão de santamarenses na Guerra do Paraguai, nascesse hoje, jamais seria o que foi, pelo menos como santamarense.
O xis da questão: o octogenário Hospital Maternidade está fechado para atendimento ao SUS porque o governo do prefeito Ricardo Machado ofereceu apenas R$ 20 mil.
A indignação é geral. Os santamarenses estão nascendo em São Francisco do Conde.
Pedindo socorro
O diretor do Hospital, Regival Mattos de Souza, já mandou ofício até para o Ministério Público. A crise já vinha se arrastando e foi feito um TAC com a Sesab.
O prefeito Ricardo Machado não deu bola.
Debate no MAB
O Museu de Arte da Bahia marca a passagem da 14ª Semana de Museus (de 16 a 22 deste mês) realizando amanhã (19h) a edição de maio do projeto Diálogos Contemporâneos.
O tema da vez é Mab Pensa Seu Entorno, abordando as intervenções na paisagem do Rio Vermelho e da Barra”.
Lideranças dos dois bairros estarão lá.

