Nomes para Defesa foram adiados pela para não criar atrito com Forças Armadas, diz site

    Ainda não há previsão de anúncio dos componentes para os ministérios da Defesa e Inteligência

    Foto: Ricardo Stuckert/PT

    O dois grupos de trabalho da transição do governo que tiveram a nomeação adiadas, foi uma decisão tomada intencionalmente, segundo o blog da Juliana Braga, da Folha de São Paulo. Ainda não há previsão de anúncio dos componentes para os ministérios da Defesa e Inteligência para compor a equipe de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    De acordo com a publicação, quando o relatório do Ministério da Defesa sobre o funcionamento das urnas eletrônicas sobre o sistema brasileiro de votação foi divulgado, aliados do petista defenderam que ele fizesse logo as nomeações para já indicar qual deve ser a sua política para a pasta.

    Com um nome posto, apostavam em enfraquecer qualquer ação do atual comando, porém, com a proximidade que as Forças Armadas tiveram com o presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o seu governo, o melhor seria evitar açodamento nessas indicações.

    Os conselheiros de Lula avaliaram que o gesto poderia ser interpretado como afronta e, pelo contrário, acabar reforçando o generalato em torno dos auxiliares de Bolsonaro.

    Com mais tempo, a ideia é ampliar o diálogo com as forças e ir pavimentando uma boa relação para os próximos quatro anos da gestão petista.

    Com informações da Folha de São Paulo