Transição de governo veta decreto que permite suspensão de orelhões

    A substituição será feita com instalações de aparelhos com chips, em escolas, hospitais e centros públicos

    Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

    O governo de transição do presidente eleito Lula (PT) negou a permissão da troca de R$ 190 milhões em obrigações das teles com orelhões nos municípios onde existem o sistema de telefonia. No lugar, seriam investidos fibras ópticas. De acordo com informações da coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, o pedido é que o ministro das Comunicações, Fábio Faria, não faça nenhuma articulação com o presidente Jair Bolsonaro (PL), acerca do assunto.

    O decreto em questão determinava que as operadoras levassem conexões de banda larga em locais onde existem serviços de telefonia móvel, retirando orelhões de circulação. A substituição será feita com instalações de aparelhos com chips, em escolas, hospitais e centros públicos, ou seja, seriam instalados um telefone fixo-móvel de uso gratuito.

    Integrantes da transição disseram ao ministro que preferem analisar melhor antes da mudança. Mesmo assim, Faria prometeu deixar a minuta do decreto pronta já que, para as teles e para o país, não faz mais sentido investir em orelhões.

    As teles já demonstraram à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que os terminais não são mais utilizados diante da massificação do celular.