Última ata do Copom do ano aponta ‘elevada incerteza’ na área fiscal

    Documento divulgado pelo BC nesta terça se refere à reunião da semana passada e indica maior chance de aumento de juros em 2023

    Foto: BC/ assessoria

    Em ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira (13), os diretores do Banco Central apontaram uma “elevada incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país e estímulos fiscais adicionais” e que “pode afetar a inflação não só por meio dos efeitos diretos na demanda agregada, como também via preços de ativos, grau de incerteza na economia, expectativas de inflação e taxa de juros neutra”. O documento revela a análise do colegiado que levou à manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano, decidida na semana passada.

    Segundo o Copom, os efeitos da política monetária devem perder força em caso de “reversão de reformas estruturais que levem a uma alocação menos eficiente de recursos”. Para os diretores, um ambiente sem confiança na sustentabilidade da dívida e com capacidade ociosa no setor produtivo, estímulos fiscais tende a ter mais impacto na inflação do que na atividade econômica.

    Nesta terça, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, terá um encontro com Fernando Haddad, indicado para o ministério da Fazenda pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa é que o representante do futuro governo reafirme o compromisso com a gestão fiscal, esperando da Autoridade Monetária um indicativo de baixa nos juros básicos.  Fonte: Exame