Lídice afirma que rombo orçamentário ameaça programas de defesa da mulher

    Deputada baiana integra grupo de trabalho sobre Mulheres no Gabinete de Transição; "queremos alcançar a diversidade"

    Foto: assessoria/PSB na Câmara

    Integrante do GT de Mulheres no Gabinete de Transição, a deputada federal baiana Lídice da Mata (PSB) afirmou nesta quarta-feira (14) que o “rombo orçamentário deixado pelo governo Bolsonaro” ameaça programas dedicados à defesa da mulheres. Em entrevista à Agência Pública, ela cita o caso do Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, que recebe e encaminha denúncias de violências.

    “O orçamento do serviço, em 2022, foi de R$ 22 milhões. Em 2023, estão previstos apenas R$ 3 milhões. No próximo ano, o total destinado para o enfrentamento da violência contra a mulher é de apenas R$ 13 milhões, o que representa um corte de 70% em relação ao ano anterior”, relatou Lídice, que também preside o diretório estadual do PSB. O GT, que é integrado também por Anielle Franco (irmã da vereadora do assassinada Marielle Franco (Psol-RJ), defende a criação do Ministério da Mulher e de uma secretaria específica para combate à violência política de gênero.

    Na entrevista, Lídice da Mata defendeu que um desafio do próximo governo será alcançar a diversidade. “O atual Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos se refere à mulher no singular. Isso pra mim diz muito sobre a forma como as políticas foram encaradas. É preciso, agora, pensar nas mulheres, no plural”, comentou.

    Além da aplicação de recursos, as ações e programas do MMFDH foram avaliados pelo grupo da transição. Lídice adianta que o programa Abrace o Marajó, lançado pela ex-ministra Damares Alves como um conjunto de ações para combater a vulnerabilidade social no arquipélago marajoara, “foi citado por diferentes entidades ouvidas pelo gabinete de transição como um ponto importante de investigação”.