Serviços privados lideraram a queda do PIB soteropolitano em 2020

    Em termos nominais, o setor - o principal na atividade da capital baiana - gerou R$ 35,251 bilhões no primeiro ano da pandemia, o menor valor desde 2015

    Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

    Atividade de maior peso na economia de Salvador, os serviços privados tiveram a maior perda nominal (-10,3%) em 2020. Naquele ano, conforme o PIB dos Municípios – divulgado nesta sexta-feira (16) pelo IBGE – a capital baiana teve a terceira queda no PIB mais intensa entre as capitais.

    Segundo o instituto de pesquisa, o resultado em 2020 nos serviços privados foi afetado principalmente pelas restrições e fechamento de atividades impostos pelo combate ao novo coronavírus. Maior componente do PIB na capital baiana, o ramo teve o segundo recuo nominal consecutivo, após ter baixa de 0,9% em 2019. Em termos nominais, o setor gerou R$ 35,251 bilhões no primeiro ano da pandemia, o menor valor desde 2015.

    No mesmo período, a indústria da capital (-4,4%) teve a sexta retração nominal consecutiva (desde 2015), produzindo um valor adicionado bruto de R$ 6,493 bilhões. Sob efeito da pandemia, até a administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social retraiu entre 2019 e 2020 (-1,9%).

    A atividade gerou R$ 8,967 bilhões. A participação no bolo geral da economia passou de de 16,5% para 17,7% em 2020. O valor gerado pelos impostos, líquidos de subsídios, foi de R$ 8,171 bilhões em 2020, com queda nominal de 5,0% frente a 2019. Representou 13,9% do PIB de Salvador.