Geraldo Jr. nega que acordo tenha selado sucessão na presidência da Câmara

    "Espero, partindo para uma nova missão como vice-governador, que esta casa se mantenha no mais alto patamar de respeitabilidade", comentou

    Foto: Maria Gabriella/bahia.ba

    O atual presidente da Câmara Municipal e vice-governador eleito, Geraldo Júnior (MDB), rechaçou a existência da costura de um acordo com o Palácio Thomé de Souza em torno da presidência da Casa. “O Supremo Tribunal Federal, a mais alta corte do país, referendou a vontade dos vereadores. A discricionaridade da Casa foi mais uma vez respeitada”, disse, durante visita do governador eleito, Jerônimo Rodrigues (PT), ao parlamento municipal.

    O emedebista relatou que a eleição da Mesa Diretora no próximo biênio vai ser homologada nesta tarde, junto com os líderes do governo, Paulo Magalhães Júnior (UB); da Oposição, Augusto Vasconcelos (PCdoB); e os independentes Edvaldo Brito (PSD) e Alexandre Aleluia (PL).

    Como o atual presidente vai renunciar ao mandato na Câmara para assumir a vice-governadoria, Muniz assumirá o Legislativo na condição de vice-presidente eleito.  O pleito da Mesa Diretora foi questionado na Justiça pela base do governo. “Eu sempre falei com a imprensa, com o apreço que eu tenho com a imprensa, que eu confiava no Supremo Tribunal Federal, como na mesma esteira falo do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia”, completou Geraldo Júnior.

    Sobre o relacionamento com o Executivo, Geraldo Júnior entende que nunca houve falta de pacificação no trato com o prefeito Bruno Reis (UB). “Apenas o que se busca, sempre se buscou e espero que o próximo presidente da Casa faça é manter a respeitabilidade a esta Casa, das vereadoras e vereadores. As pessoas confundem independência e autonomia com rivalidade. Não é isso”, destacou. “Espero, partindo para uma nova missão como vice-governador, que esta casa se mantenha no mais alto patamar de respeitabilidade”.