Nogueira critica inchaço de ministérios no governo Lula: ‘Abre o olho, Brasil’

    'O PT, com sua contabilidade criativa de sempre, diz que 14 NOVOS ministérios não vão criar novos gastos', ironizou o ministro

    Foto: Moreira Mariz/ Agência Senado

    Após o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), confirmar que o próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá 37 ministérios, 14 a mais do que o governo de Jair Bolsonaro (PL), o atual comandante da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), utilizou as redes sociais nesta quinta-feira (22) para criticar o ‘inchaço’ da administração federal.

    Ainda na publicação, Nogueira ironizou a declaração do governador da Bahia, que afirmou que o desmembramento deve ocorrer sem a criação de novos cargos, para manter o custo e o volume de gastos independentemente do aumento da quantidade de ministérios.

    “O PT, com sua contabilidade criativa de sempre, diz que 14 NOVOS ministérios não vão criar novos gastos. Mas basta uma breve conta para ver que na prática a história é outra. O salário mensal de um ministro é de R$ 31 mil. Temos que somar ainda mais R$ 31 mil de 13º, 1/3 de férias de R$ 10,3 mil e o Auxílio Moradia de R$ 7,7 mil por mês. Somente nisso já temos o custo adicional de cerca de R$ 500 mil por ano para cada ministro”.

    A estrutura composta pelos novos ministérios será definida por Medida Provisória (MP) a ser editada no início do ano que vem. A MP tem força de lei e passa a vigorar no dia de sua publicação, mas precisa da aprovação do Congresso dentro de um prazo de 120 dias.

    Ciro Nogueira reforçou, ainda, que “cada ministério tem os servidores que compõem seu núcleo duro”.  “A soma de todos os servidores do núcleo duro ministerial pode chegar a cerca de R$942.819,77 por mês, ou seja, mais R$12,5 milhões/ano para cada ministério”, completou o pepista.

    Até o momento, Lula revelou o ocupante de seis ministérios: Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Margareth Menezes (Cultura), Flávio Dino (Justiça), José Múcio (Defesa) e Mauro Vieira (Relações Exteriores). Segundo Rui, a “quase totalidade” dos ministros do governo eleito será divulgada nesta quinta-feira (22).

    “Lembre-se, isso ainda não inclui infraestrutura, local, veículos, passagens, auxílios e outros benefícios necessários para formar um ministério. Se estimarmos que essa estrutura custará mais de R$20 milhões anuais, o valor total pode chegar a R$35 milhões por ano, por ministério. E estamos falando de 14 novos ministérios: o valor total pode chegar a meio bilhão de reais/ano. 2 bilhões de reais em 4 anos, com todo o custo pago por você. E tudo isso sem garantia de entrega, somente de despesa. Gastar mais para entregar menos. Abre o olho, Brasil”, concluiu o ministro.